Apesar da crise, um mercado floresce

Em: 3 de setembro de 2018
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Apesar da crise econômica e do desemprego, que afeta 12,9 bilhões de pessoas no país, o setor de produção de flores e plantas ornamentais projeta crescer entre 7% e 8% neste ano, em relação ao ano passado.

As vendas ao consumidor final devem chegar a cerca de R$ 8 bilhões, segundo levantamento Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor).

Apenas a cidade de Holambra, no interior paulista, que responde por 45% do mercado de flores do Brasil, deve registrar crescimento de 10% nos negócios de flores.

A Expoflora – maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina -, que vai até 24 de setembro, em Holambra, funciona como uma avaliação do mercado consumidor pelos produtores.
Ibraflor estima crescimento de 7% na produção de flores este ano no país.

“A exposição é fundamental. Para nós, é como um laboratório. Imagina que, durante cinco finais de semana, mais de 300 mil pessoas vêm para cá. Então, o produtor faz um teste: se uma flor vai muito bem, ele aumenta a produção. Se a flor, de repente, não vai tão bem, ele diminui ou talvez até desiste dessa produção”, disse o diretor da Ibraflor, Renato Opitz.

Para Opitz, o crescimento do setor nesse contexto pode ser atribuído a dois fatores principalmente. “Foram trazidas novas variedades do exterior que foram multiplicadas no Brasil e introduzidas no mercado, cores diferentes, formatos e também variedades mais produtivas. Com isso, diminuiu o custo do produtor e ele também conseguiu colocar isso no mercado a preços mais baixos.”

A outra razão foi o aumento da venda com a de flores nos supermercados. “Essas flores e plantas ornamentais estão chegando ao consumidor a preços mais baixos. Muita coisa antigamente era só em floriculturas e agora, em vários supermercados, nas redes médias e pequenas também, você encontra a flor disponível.”

Segundo Opitz, as variedades trazidas de países como Holanda e Estados Unidos, além de mais produtivas, em alguns casos, são mais duráveis, o que atrai também compradores.

Outro fator que favorece o crescimento do setor é a produção em ambientes protegidos, como estufas ou áreas de telado, em que é possível controlar melhor a temperatura e a umidade durante todo o ano.
Em Holambra, cerca de 90% das flores são cultivadas em estufas, o que garante a produção regular de quase todas as variedades em qualquer época do ano.

“Consegue-se fazer com que uma espécie floresça ao longo dos 12 meses do ano, conforme se regulam as condições. E isso, antigamente, não era possível. Sem essas estufas, essa flor só florescia em uma determinada época do ano”, enfatizou Opitz. Por Agência Brasil.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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