Apesar da forte expansão, o resultado –o maior desde o terceiro trimestre de 2003, não foi recebido com entusiasmo pelos mercados, já que espera-se que a principal economia mundial desacelere fortemente neste trimestre.
O resultado se deve, em grande parte, à aceleração das exportações, que avançaram fortemente com a queda do dólar e o expressivo crescimento de algumas das principais economias estrangeiras. A venda de bens por parte das empresas dos EUA para o exterior aumentou 19% e contribuiu em 1,4 ponto percentual do PIB do último trimestre.
Já o setor imobiliário, que durante boa parte da década contribuiu expressivamente para o crescimento dos Estados Unidos e hoje passa por forte crise, retirou um ponto percentual da expansão.
A venda de casas novas cresceu 1,7% em outubro em relação ao mês anterior, mas a estimativa para setembro agora mostra desaceleração de 0,1%, ante previsão anterior de crescimento de 4,8%.
Em relação a outubro de 2006, as vendas de casas novas caíram 23,5%, e os preços, 13% –a maior queda anual no valor desde setembro de 1970.
O resultado do terceiro trimestre pega o período em que começou a recrudescer a crise do setor de crédito imobiliário dos EUA, mas analistas dizem que, como a turbulência aconteceu durante o período, seus efeitos na economia ficarão mais claros a partir de agora.
O próprio Fed (Federal Reserve, o banco central americano) afirmou que a economia deve desacelerar no curto prazo. O Livro Bege –uma compilação de dados econômicos pelo Fed– mostrou que a maior economia do mundo teve ritmo de expansão mais lento em outubro e na primeira metade deste mês do que nos meses anteriores.
A Casa Branca disse hoje que prevê que o PIB americano avançará 2,7% no ano que vem. A estimativa anterior era de crescimento de 3,1%. Para este ano, porém, ela aumentou sua previsão de crescimento: de 2,3% para 2,7%.
“As dificuldades nos mercados imobiliário e de crédito e os efeitos dos altos preços da energia terão impacto no crescimento, mas a economia dos Estados Unidos tem muitos pontos fortes e espero que a expansão continue”, disse em nota o secretário do Tesouro, Henry Paulson.







