A Braskem se consolidará como a líder do setor petroquímico brasileiro e reforçará sua condição de competidor global após o acordo que integra ativos da Petrobras dentro do grupo, disse o presidente da empresa, José Carlos Grubisich.
O acordo incorpora a Bras-kem os ativos da Copesul, Ipiranga Química, Ipiranga Petroquímica, Petroquímica Paulínia e Petroquímica Triunfo.
Em troca, a Petrobras e seu braço petroquímico, a Petroquisa, passam a deter 30% do capital votante e 25% do capital total da empresa.
A integração desses ativos deve converter a Braskem na terceira maior petroquímica das Américas (atrás das americanas Exxon e Dow Química) e entre as 11 maiores do mundo, disse Grubisich.
“A Braskem não só consolida a sua posição no Brasil como passa a ter voz ativa nos rumos do setor petroquímico mundial”, disse o presidente José Carlos.
Controle acionário
Com a operação, a empresa ainda elimina quase todas as fragmentações de controle acionário das petroquímicas sob o seu teto. Isso só não ocorre ainda com a participação na Petroflex -que deve ser vendida quando houver uma proposta que agrade a Braskem- e a Triunfo, alvo de uma discussão judicial entre a Petrobras e a Petroplastic.
O presidente da Petroquisa, José Lima de Andrade Neto, ressaltou a importância desta consolidação do setor. “O setor químico tende a se agrupar. Todos vêem desta maneira”, disse.
Coincidentemente, a Petrobras anunciou também hoje uma operação semelhante com a Petroquímica União que forma outro grupo, que deverá se chamar Companhia Petroquímica do Sudeste.
A Braskem terá a partir da união dos ativos -que deve ser concluída em seis meses– uma receita líquida anual de US$ 9,1 bilhões, Ebitda (lucro antes juros, impostos, amortizações e depreciações) de US$ 1,7 bilhão e ativos de aproximadamente US$ 11,5 bilhões.
A Petrobras, a Petroquisa (Petrobras Química) e a Unipar (União De Indústrias Petroquímicas) informaram hoje a conclusão das negociações para formação de uma Sociedade Petroquímica.
Segundo comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Petrobras e a Unipar verificaram a necessidade de promover a consolidação do setor petroquímico brasileiro “de forma a se ter empresas com maiores escalas, com tecnologia e gestão capazes de torná-las competitivas em termos mundiais’’.
A previsão é que a integração de seus ativos resultará na criação de uma empresa petroquímica “com escala global e elevada competitividade, com capacidade de produção, em 2008, de cerca de 1,9 milhão de toneladas de poliolefinas, integrada na produção de 2,4 milhões de petroquímicos básicos e com localização privilegiada no Mercosul, dada a proximidade de seus ativos do maior centro de consumo e das principais fontes de matérias-primas da região’’.







