Há muito ficou para trás a pessoa se matricular numa escola de inglês para aprender algumas frases, conversação e só. Hoje, dominar o inglês se transformou num negócio com o qual pode mais quem sabe mais.
Há nove anos em Manaus a escola de inglês Embassy, criada pela professora Ana Paula Petrosino, se transformou numa referência em direcionar jovens, e mesmo pessoas adultas, para uma realização profissional de sucesso.
“Os jovens de hoje necessitam de uma formação multidisciplinar envolvendo habilidades mapeadas como principais requisitos para o posicionamento profissional no futuro”, disse. “Muito embora boa parte dos alunos da Embassy sejam executivos e do administrativo de empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus). Também ensinamos português, principalmente para executivos asiáticos do PIM. Temos mais de cem alunos executivos recebendo aulas personalizadas diretamente nas empresas”, esclareceu.
Até freiras que chegam para missões no Brasil, buscam a escola para aprender português. “Uma a duas por ano, do Sri Lanka, da Índia, da Itália, aí temos que ensinar, além do português, o regionalismo e até gírias”, contou.
“Nossos alunos adultos, de certa forma, já estão posicionados profissionalmente e buscam apenas aperfeiçoamento, mas os jovens ainda estão atrás do primeiro emprego, de vagas em universidades, então precisamos ensiná-los desde se portar, até se vestir, e saber escolher qual será sua profissão, ao que chamamos de habilidades do futuro aliadas ao aprendizado do inglês”, falou.
Início aos 14 anos
Através do programa Getting Ready (Ficando Pronto), alunos de 14 a 23 anos recebem aulas de inglês teórico em conjunto com práticas que abrangem o estímulo à criatividade, à inteligência emocional, à gestão de pessoas e conflitos, à educação financeira e ética, e ao processo de tomada de decisões, “fundamentais para quem vai atuar nas profissões do futuro”, completou Ana Paula.
“Nessas aulas são feitas várias simulações de tomadas de decisões, de participação em reuniões, oratória, entre outras atividades. Nas oficinas de audiovisual, por exemplo, são trabalhadas as profissões do futuro, como you tuber. O you tuber precisa saber falar o que as pessoas querem ouvir. Precisa saber se vender”, explicou.
“Com 14 anos o jovem está atrás desse mundo novo de oportunidades. A idade vai até os 23 anos porque a partir dessa idade o aluno já pode entrar no nível regular de aprendizado”, informou.
Outro programa utilizado na Embassy é o Active Learning (Aprender Fazendo). O material didático utilizado pela escola é da Editora National Geographic e a plataforma é a TED Talks, que traz temas contemporâneos e relevantes para a formação do jovem do futuro. Entre as atividades desenvolvidas estão as oficinas de fotografia, simulação de entrevistas, criação de soluções e produtos, construção de empresas fictícias, jogos de investimento e outros aliados ao ensino da língua inglesa e ao mercado de trabalho das próximas décadas.
“Filmamos os alunos, eles nos filmam, várias e várias vezes, para detectarmos as falhas nas atividades que estivermos fazendo. Tudo isso falando em inglês o tempo inteiro”, informou.
Da linha de montagem a executivo
Já o programa Starting Point (Ponto de Partida) foi pensado para aquele jovem que almeja ser um executivo e seu salário ainda não é de um executivo. O inglês ensinado é de alto padrão por um custo bem acessível e em horários que atendem às suas necessidades. O inglês é totalmente voltado para os negócios, técnico, direcionado para a área de atuação do aluno.
“Temos vários casos de alunos que, de simples funcionários, se tornaram executivos. Tem um exemplo, que gosto de citar, de um aluno que trabalhava numa linha de montagem de uma empresa no PIM. Com 46 anos ele começou a estudar inglês conosco e aos 52 anos chegou a executivo. Recentemente esteve no Japão, participando de cursos de especialização”, contou.
“Também tem um empresário de sucesso que, aos 70 anos, quis aprimorar seu inglês para fazer palestras internacionais. Ano passado ele fez sua primeira palestra. E temos inúmeros alunos cursando mestrado fora do país”, concluiu.
As turmas acontecem na Embassy pela manhã e à tarde, com duas aulas por semana, incluindo atividades extras nas férias, com oficinas ainda mais intensas; avaliação de perfil com profissional qualificado, quando psicólogos buscam quais são os pontos fortes do aluno; e emissão de relatório semestral de assertividade, no qual pais e empresas ficam sabendo como está indo o rendimento do aluno.
“E trabalhamos bastante o networking entre nossos alunos. Numa mesma sala podem ter alunos de oito, nove empresas diferentes e nós incentivamos a que eles troquem conhecimentos entre si”, finalizou.






