Os empregos formais despencam no Amazonas. Segundo dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o Estado registrou um saldo negativo de -711 no número de ocupações no último mês de janeiro, o que representa uma perda de 0,66% nas contratações. O comércio foi o que regristou a maior retração com -1.523 contratados, uma variação de – 1,57% no período. O setor contratou 2.666 pessoas, contra 4.189 demissões.
Em janeiro, Manaus registrou um saldo negativo de -369 vagas formais, uma variação de 0,09%, considerada ínfima em relação a outros anos. A capital coontratou 10.786 pessoas e dispensou 11.155. “Mesmo assim, vemos que o segmento está reagindo, apesar da crise. Se forem colocadas em praticas as promessas do governo estadual e do federal, certament a economia ganhará mais fôlego”, avalia o presidente da CDL Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus).
A indústria de transformação teve, porém, um saldo positivo de 269 novas vagas formais – admitiu 2.642 trabalhadores e demitiu 2.373, de 0,28%. O setor de serviços também ganhou fôlego no período, com um saldo de 726 contratações de pessoal (4.894 admitidos e 4.168 demissões), um ganho de 0,35.
A construção civil também teve um acréscimo nas vagas, embora pequeno, com um saldo de 225 vagas – contratou 1.044 e demitiu 819 pessoas. O comércio varejista e atacadistas tiveram uma retração de -2% e 0,36%, respectivamente. O município de Manacapuru, da região metropolitana de Manaus, teve um saldo positivo de 119 empregos formais – admitiu 173 e dispensou 119, um ganho de 3,96% no mês de janeiro. Já Iranduba e Itacoatiara tiveram um saldo negativo de -70 (-3,54%) e Itacoatiara -11 (-0,25%). “Pelos números, observa-se que a crise ainda tem grande ressonância no Amazonas”, analisa o economista e coonsultor Ailson Resende. “As projeções futuras não são nada otimista”, acrescenta ele.
Em todo o País, janeiro registrou a criação de 34,3 mil empregos formais. De acorcom com o Caged, o resultado é o segundo melhor para o mês desde 2013. Em toda a Região Norte, do qual o Amazonas faz parte, foram registrados 6.428 empregos com carteira assinada em novembro. Na divisão por Estados, 11 unidades da Federação geraram empregos e 16 demitiram mais do que contrataram. Das cinco regiões brasileiras, três criaram empregos formais em novembro. O Sul liderou a abertura, seguido pelo Centro-Oeste e pelo Sudeste. O Nordeste fechou 30.279 postos de trabalho. Em todo o País, em janeiro, o comércio liderou o fechamento de vagas. E as maiores quedas foram registradas no nível varejista, com o encerramento de 69.027 pontos formais no entanto, abriu 3.049 vagas.







