A temporada de cruzeiros já foi iniciada e deve render US$ 14.4 milhões à cidade de Manaus, segundo estimativas do gerente comercial da EHA (Estação Hidroviária do Amazonas), Carlos Alexandre de Carli.
No total irão desembarcar na capital cerca de 20 mil visitantes, sendo que destes, 12mil são passageiros e 8 mil, tripulantes. Até o momento já aportaram três navios no cais da cidade. No próximo dia 7 de dezembro, deve vir o quarto, o Regatta, das Bahamas. De acordo com os administradores do porto, a maioria do seu público é formada por turistas norte-americanos.
Para esta temporada, a EHA espera 23 navios, seis a mais que no ano passado, quando atracaram ao porto apenas 17. De acordo com de Carli, o início desta temporada se deu com a chegada do primeiro navio à cidade, o Ms Astor, que trouxe à bordo 400 turistas alemães. O marco final se dará por volta do dia 10 de maio do próximo ano, quando o último navio deixar a cidade. “Calculamos que os cruzeiristas devem permanecer em média dois dias e gastem US$ 1 mil cada”, disse.
De acordo com o gerente, outro fator a ser computado é a participação de tripulantes como parcela significativa na geração de renda. “Durante a estadia do navio, os profissionais marítimos também contribuem para desempenho do comércio local, em média gastam cerca de US$ 300” afirmou.
De Carli apontou que a vinda dos cruzeiros é o resultado de um plano de recuperação elaborado a partir de estratégias de marketing com o objetivo de sanar as perdas de demanda turística ocorrentes nos anos anteriores. As principais metas eram atrair mais cruzeiros para a região Norte, desenvolver o turismo e fomentar o comércio local. Segundo o gerente, os primeiros resultados desse trabalho estão surgindo aos poucos.
Os 23 navios que virão no decorrer dos próximos meses atendem às expectativas feitas ainda no ano passado, quando de Carli afirmou que tentaria trazer 25 cruzeiros para a cidade. Para ele, a divulgação do produto Amazonas e a aceitação da marca no exterior são pontos que fortificam o retorno esperado, entretanto, aponta que a divulgação poderia ser ampliada e como resultado, aumentaria o interesse pela inclusão do Estado nos roteiros.
De acordo com gerente, a maior parte dos cruzeiros marítimos ainda são realizados no caribe e costa norte-americana. A participação da América do Sul é pouco expressiva, mas o quadro tem se revertido ultimamente. “O Amazonas possui um elevado potencial para o fomento desse tipo de turismo, diversidade de atrativos culturais e uma beleza natural sem singular” disse.
Para o trurismólogo e coordenador de incentivos às ações de cultura da SEMC (Secretaria Municipal de Cultura) Joelson Bacry, o turista convencional gasta cerca de US$ 300 por dia, já os que viajam em cruzeiros marítimos ou a negócios, gastam em média três vezes mais. “Seja na gastronomia, artesanato ou serviços, o comercio local sempre sai fortalecido nessa época” disse.
Para o turismólogo, a temporada não será melhor devido empecilhos causados pela crise no setor aéreo e cotação do dólar frente à moeda brasileira, fatores que segundo ele desencadearam uma série de outras baixas na demanda turística do Estado.
O diretor de turismo da Amazonastur (Empresa Estadual de Turismo) Jordan Gouveia, ressalta o expressivo número de turistas desta temporada como destaque frente à quantidade registrada no mesmo período do ano anterior.
Segundo ele, os navios têm trazido em média 900 passageiros, número que no ano passado variou entre 180 e 300.
O diretor afirmou que o trabalho da Amazonastur se dá em parceria com os diversos outros órgãos do Estado, como apoio em segurança (Seseg – Secretaria de Segurança do Estado), atendimento médico, inspeção sanitária, (Covisa – Coordenadoria de Vigilância à Saúde) e em todos os aspectos do turismo, como receptividade, suporte multilíngüe, guias, logística etc. “Uma de nossas maiores preocupações é com a segurança, pois com esse público a atenção e prestação de se







