Consumo mobile dita tendências e muda hábitos

Em: 30 de maio de 2019
Relação dos produtos mais comprados e sites e aplicativos preferidos mostram que lazer, usabilidade e redes sociais estão em alta
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Relação dos produtos mais comprados e sites e aplicativos preferidos mostram que lazer, usabilidade e redes sociais estão em alta

O Panorama Mobile Commerce, realizado pela Mobile Time em parceria com a Opinion Box, mostrou que, além de estar atrelado às classes a aos hábitos sociais, o consumo mobile no Brasil dita tendências de quais e como os aplicativos terão sucesso. De forma geral, a relação dos produtos mais comprados e dos sites e aplicativos preferidos mostram que lazer, usabilidade e interação com as redes sociais estão em alta este ano.

A pesquisa revelou que, para o usuário, o fator mais relevante em comprar por um aplicativo é poder retirar a compra na loja física. Citados como fatores relevantes estão também a navegação gratuita, e a possibilidade de fazer compras personalizadas.

Além disso, o levantamento aponta que roupas são os principais itens comprados no mobile, seguido por eletrodomésticos e alimentos.

Apps preferidos

O panorama mostra que os aplicativos mais citados são grandes marketplaces, com destaque para o Mercado Livre, com 41% das preferências, maior valor já registrado para um m-commerce em cinco anos de pesquisa. Na sequência, destacam-se Americanas.com, iFood e Magazine Luiza, que registraram bom desempenho entre os consumidores.

Parte relevante do estudo envolve a maneira como os aplicativos são usados para o comércio móvel mesmo quando essa não é sua finalidade original. Redes sociais, como o WhatsApp e o Facebook Messenger são usados geralmente para a contratação de serviços de profissionais autônomos e até para pequenas encomendas.

Neste contexto, 61% dos entrevistados afirmaram já terem encomendado algum produto por esses meios. É possível perceber uma preferência de acordo com a classe econômica: 62% dos respondentes que usam o WhatsApp para efetuar uma compra são da classe C, D e E; 52% são das classes A e B.

Mulheres são maioria das consumidoras pelo aplicativo de mensagem: 66%. A região que mais usa a ferramenta é a Norte (77%).

O WhatsApp também é muito utilizado para serviços de estética, como manicure, pedicure, cabeleireiro e maquiagem. Muitos profissionais da área usam a ferramenta para fazer agendamentos e manter contato com os clientes.

O consumidor aprova o aplicativo, já que 52% dos que usam serviços desse tipo diz agendá-los via WhatsApp. 6% dos consumidores também usam o Facebook Messenger para essa finalidade. No total, 14% dos brasileiros já usaram o aplicativo de mensagens para agendar serviços estéticos.

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Mobile nas ruas

São Paulo e Rio de Janeiro já convivem há alguns anos com a possibilidade de alugar bicicletas compartilhadas por bancos por intermédio de um aplicativo. Os terminais da mais popular, a bicicleta laranja do Itaú ou a azul da Hapvida em Manaus, podem ser encontrados em pontos específicos do centros urbanos.

O aluguel desse tipo de ferramenta tornou-se ainda mais popular com a chegada, em 2018, de outras empresas dispostas a apostar no uso coletivo das bikes. É o caso da Yellow e da Grin, que apostaram, respectivamente, em bicicletas e patinetes elétricos. Ambos podem ser desbloqueados por aplicativo mediante pagamento. O diferencial de ambas é não precisar devolver o aluguel em um terminal, mas deixá-lo em algum lugar público depois de usar. O GPS e o próximo usuário com o aplicativo cuidam do resto.

Somente 7% dos respondentes em todo o Brasil já alugaram bicicletas via aplicativo. Dos que alugaram os patinetes elétricos, somente 2%. Entre as classes também há grande diferença: 10% dos que afirmaram já terem usado são das classes A e B e somente 6% são das classes C, D e E. Na região Sudeste, onde há maior oferta desse serviço, 8% dos entrevistados alegaram ter usado as bicicletas via aplicativo.

Apps de corrida

As últimas edições da pesquisa registrou o Uber como o aplicativo de corridas mais popular entre os brasileiros. A edição de 2019, no entanto, mostra que o rival 99, mesmo abaixo do Uber, aproxima-se rapidamente do topo e ganha uma fatia maior como aplicativo de corrida preferido pelo usuário.

A pesquisa também mostra que cresce o número de consumidores que usam aplicativos de corrida para solicitar um taxi (ou serviço equivalente). De 2018 para 2019, houve aumento de 7 pontos percentuais. O hábito de “pedir” comida é comum para os brasileiros. Há alguns anos, aplicativos de comida como iFood e Uber Eats comprovam que os consumidores aprovam a facilidade e gostam de comprar alimentos via app. Hoje, 58% dos entrevistados disseram pedir comida dessa forma.

O iFood é mostrado pela pesquisa como o aplicativo de preferido de 70% dos entrevistados.
Além disso, 9% dos consumidores afirmaram preferir o WhatsApp para comprar alimentos.

Com essa edição da pesquisa foi possível perceber uma fragmentação da preferência do usuário ao escolher um aplicativo para comprar ingressos de cinema. Em março de 2017, 45% dos consumidores preferiam o Ingresso.com. Hoje, no entanto, os usuários buscam outros aplicativos para fazer compras.

Para os que preferem viajar, a disputa fica entre Booking.com, Trivago e Airbnb. O Booking.com ainda é o preferido de 28% dos consumidores, mas é possível notar uma ascensão na preferência pelo Airbnb (15%).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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