O dólar comercial foi negociado a R$ 1,813, em alta de 0,89%, nas últimas operações registradas ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,940 (venda), em alta de 1,57%. O Banco Central entrou no mercado próximo das 16h, quando as operações começam a escassear, e adquiriu divisas a R$ 1,8119 (taxa de corte).
Há incertezas no mercado financeiro que contribuem para manter pressionada a cotação da moeda americana. Na cena externa, os investidores e analistas aguardam para ver os efeitos do pacote de ajuda financeira, promovido pela Federal Reserve (EUA) e outros bancos centrais, para deter as piores conseqüências da crise dos créditos “subprime”.
Internamente, ainda se espera que o governo anuncie as medidas para sanar o problema provocado pela perda de arrecadação da CPMF em 2008. No final de semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente Luiz Inácio desentenderam-se sobre as possíveis medidas a serem tomadas para resolver a questão.
O mercado, no entanto, apreciou a sinalização do presidente Lula de que o governo está comprometido em manter o superávit fiscal. Profissionais de mercado destacam ainda que a alta das taxas de câmbio não é anormal nas últimas semanas do ano, quando várias empresas, as filiais de multinacionais, precisam fazer remessas financeiras (dividendos, lucros, entre outros) para o exterior, o que aumenta a demanda pela moeda americana.
“Os bancos estão com falta de linhas de crédito neste final de ano, e há muitas remessas ao exterior, por causa de amortização de dívidas, juros sobre capital. A entrada de recursos continua muito grande, por causa dos juros altos, mas o acúmulo de saídas está mais alto”, comenta Luiz Carlos Baldan, diretor da corretora Fourtrade.
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, não mostrou tendência nas taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010.
Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 foi mantida em 11,26%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 11,93% para 11,95%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 12,61% para 12,60%.
Entre as principais notícias do dia, o boletim Focus mostrou que a maioria dos analistas do mercado financeiro elevou a projeção do IPCA deste ano de 4,10% para 4,21%. Para o próximo ano, os analistas ajustaram a previsão de 4,10% para 4,20%.







