O mercado de câmbio fechou em baixa ontem. O dólar comercial foi cotado a R$ 1,799 para a venda, com recuo de 0,77%. Já o dólar turismo foi cotado a R$ 1,920 (venda) em São Paulo, no mesmo nível do fechamento anterior.
Apesar de um dia com alta volatilidade no mercado -em especial nos EUA- o dólar passou praticamente todo o período em queda.
Nem mesmo o leilão de compra de dólares do Banco Central foi capaz de inverter o sinal. A autoridade monetária entrou no mercado por volta das 12h30, e comprou a moeda americana com taxa de corte de R$ 1,8031.
“O BC não deve ter comprado muitos dólares. Se ele não enxuga a oferta, o dólar cai mesmo depois”, disse Marcos Trabold, gerente de câmbio da corretora B&T. “O dólar vai se manter na casa dos R$ 1,80 enquanto não tivermos indicadores mais fortes”.
Sem indicadores macroeconômicos fortes, as notícias corporativas foram destaque no front interno. A CSN (Companhia Siderúrgica Na-cional), por exemplo, anunciou investimentos de quase R$ 10 bilhões em Minas Gerais, fazendo com que os papéis da empresa subam 7,49%.
Outras siderúrgicas, como a Gerdau, foram favorecidas pela alta da CSN e também apresentaram ganhos. Já as empresas de telefonia – que ontem puxaram o Ibovespa para cima devido ao leilão de freqüências de telefonia celular 3G- desta vez despontaram entre as maiores baixas. Foram os casos dos papéis da TIM Participações, Vivo, Telemar e Celesc.
espa avança 1,02%
Apesar de um dia com alta volatilidade no mercado externo -em especial nos Estados Unidos- , a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) foi menos abalada e conseguiu fechar o pregão da quarta-feira em alta.
O Ibovespa – principal indicador da Bolsa paulista – avançou 1,02%, a 61.721 pontos, oscilando entre uma mínima de 60.914 pontos e máxima de 61.733 unidades.
O giro do pregão foi de R$ 5,39 bilhões, um pouco abaixo da média de R$ 6 bilhões observado nos últimos meses, com pouco mais de 180 mil negócios fechados.
Embora tenha sido afetada pela forte volatilidade nas Bolsas americanas -os índices Dow Jones e Nasdaq Composite inverteram seus sinais várias vezes ao longo do dia-, a Bovespa soube agir com mais calma. Os problemas nos EUA foram causados principalmente pelos resultados trimestrais do Morgan Stanley -que anunciou prejuízo de US$ 2,51 bilhões, com perdas de mais de US$ 9 bilhões com créditos imobiliários de alto risco (“subprime”)- e com o rebaixamento da classificação de ações de diversas securitizadoras de títulos.







