Acostumados a grandes acontecimentos, os salões do Ideal Clube mais uma vez foram abertos, desta feita para recepcionar os maçons da Grande Loja do Amazonas que comemorou 135 de existência. Na realidade, a Grande Loja do Amazonas foi fundada em 1927, como uma dissidente da Grande Oriente do Brasil, mas festeja a data da primeira reunião maçônica acontecida em Manaus a 6 de outubro de 1872, como sendo a data de sua criação.
Empresários, médicos, advogados, jornalistas, militares, políticos e toda a sorte de profissionais pertencentes à maçonaria manauense se fizeram presentes ao concorrido jantar representando as 22 lojas existentes na capital, além de familiares e convidados.
O grão-mestre da Grande Loja, o empresário e médico Antonio Loureiro, discursou durante o evento destacando o laço que sempre uniu os irmãos maçônicos e a necessidade de a ordem conquistar novos nomes de bem para as suas fileiras. Após o discurso, Loureiro distribuiu diplomas aos mestres-maçons das demais lojas amazonenses que, ao final, juraram obediência à ordem.
Outras figuras ilustres que também discursaram foram o médico Cláudio Chaves e o intelectual Arlindo Porto.
Um pouco de história
A primeira reunião maçônica oficial, no Amazonas, ocorreu com a presença de 11 obreiros, entre eles, militares, negociantes e médicos. A sessão foi presidida pelo coronel Antonio Tibúrcio Ferreira de Souza, secretariado por Leopoldo Francisco da Silva.
Na época, Manaus não possuía 10 mil habitantes, mas já abrigava vários maçons entre sua população, o que levou o tenente Leopoldo Francisco da Silva e o capitão João Inácio de Oliveira Cavalero a convidarem os demais irmãos para fundarem uma loja maçônica, chamada, então, de Esperança e Porvir.







