Na quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez, em rede nacional de rádio e televisão – um pronunciamento de cinco minutos no qual apresentou um balanço otimista das ações do governo neste ano e apontou as perspectivas para 2008. Apesar das dificuldades que o Planalto enfrentará por causa do rombo de R$ 40 bilhões no Orçamento causado pela extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) pelo Congresso, Lula adotou tom de vitória na mensagem de fim de ano.
“A CPMF é página virada”, disse ele ainda na quarta-feira, 26, durante reunião com os ministros que compõem o grupo de coordenação política do governo, no Palácio do Planalto. “Os governadores eram a favor da CPMF, e mais da metade da bancada do PSDB também, mas foi um jogo.
Agora, é tocar a vida e tentar melhorar a receita de outro jeito”, completou, cobrando um plano de cortes no Orçamento.
Na lista dos assuntos que Lula abordou no pronunciamento à nação, porém, os problemas serão deixados de lado. O presidente comemorou o crescimento econômico, o aumento do emprego com carteira assinada e ascensão de 20 milhões de brasileiros das camadas menos favorecidas (D e E) para a classe C, de acordo com pesquisa do Datafolha.
Lula disse que o índice de emprego criado neste ano foi o maior da série histórica do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e bateu na tecla do ganho dos salários, dos investimentos das empresas e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), um de seus assuntos prediletos. Lula insistiu na afirmação de que o Brasil está preparado para um grande ciclo sustentável.
Mesmo intrigado com os possíveis efeitos da crise financeira dos EUA.







