Economia do Estado absorve somente 40% do 13º salário dos servidores

Em: 28 de dezembro de 2007
ofrem decréscimo na cidade de Boa Vista, influenciados pelo s atrativos fiscais da fronteira, são o segmento de eletrodomésticos e bens de informática, encontrados mais em conta nos países vizinhos.
ofrem decréscimo na cidade de Boa Vista, influenciados pelo s atrativos fiscais da fronteira, são o segmento de eletrodomésticos e bens de informática, encontrados mais em conta nos países vizinhos.

 Manter a estabilidade nas vendas, “será um milagre”, conforme Josiel Vanderlei da Silva. De acordo com pesquisa realizada pelo setor comercial da cidade sobram entre 35% e 40% dos recursos do contracheque para serem injetados na economia roraimense. “Mas, desse total o ramo de alimentação leva boa parcela, restando para o comércio varejista poucas chances para disputar a atenção do consumidor”, explicou.
 Segundo o vice-presidente da CDL-BV, o setor que mais sofre decréscimo na cidade, influenciado pelos atrativos fiscais da fronteira, é o segmento de eletrodomésticos e bens de informática, produtos geralmente mais em conta nos países vizinhos e mercado de Manaus.
 Para reverter o quadro, os empresários estão pleiteando junto aos políticos uma concessão para instalação da Área de Livre Comércio em Boa Vista, além de buscar junto aos conselhos fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado a redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de 17% para 7%, como atrativo para o setor empresarial da cidade.
 
Conter
perdas

Para compensar a baixa vendade centrais de ar-condicionado, refrigeradores e bens de informática, a CityLar oferece preços mais em conta no ramo de móveis e aposta nas promoções da loja e facilidades de pagamento para atrair a clientela local.
 “Investimos em campanhas comerciais para chamar a atenção. Apesar dos preços baixos do mercado fronteiriço, o nosso diferencial é a opção de pagamento em até 10 vezes e semjuros. Nem sempre o consumidor pode pagar tudo de uma só vez, como exige o comércio na Venezuela, por exemplo”, afirmou o gerente da loja, Eduardo SilvaViana, cuja expectativa é de 5% de acréscimo em dezembro, no comparativo com omesmo mês de 2006.
 Essa também é a estratégia da Casa Lira, onde as compras podem ser parceladas de oito a dez vezes, sem juros. “Recentemente registramos perdas de 10% na venda de forno microondas, centrais de ar, mas apostamos na saída de móveis”, disse o gerente da loja, Aníbal Brito, informando que a casa recebe em média 50 a 60 consumidores com registro no crediário próprio da empresa.
 Até o último fim de semana, a Conexão Informática marcava perdas de até 10%, mas a expectativa da empresa é manter estabilidade comercial em relação a dezembro de 2006. “Ainda estamos distantes do resultado financeiro do ano passado, mas acreditamos que o rendimento deve melhorar no fim do ano”, conforme o gerente, Anderson Lacerda.
 Diferentes da lojas anteriores, a Conexão Informática vende alguns acessórios a preço de custo, por meio de promoções relâmpago, para atrair mais consumidores à casa. “Essa foi a maneira encontrada para comercializar mais rápido alguns produtos”, informou o gerente.
 
Pesquisa
IBGE

Além da unidade federativa, outros dois Estados apresentaram baixas em outubro, conforme dados da PesquisaMensal do Comércio Varejista do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia eEstatística). A queda no Acre foi de 7,1% no mês, o mesmo índice de Roraima, e em Rondônia a baixa ficou em 1,0%.
Já o Estado do Amazonas apresentou o crescimento mais baixo, cerca de 1,8% no mês, enquanto Goiás marcou 14,6% de alta. A média de incremento nacional em receita comercial foi de 9,6%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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