Governo investe em alternativas viárias

Em: 3 de janeiro de 2008
Manaus é uma cidade onde, como grande metrópole que é, o número de veículos não pára de aumentar, resultando em sérios problemas de difícil solução, como os engarrafamentos
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Manaus é uma cidade onde, como grande metrópole que é, o número de veículos não pára de aumentar, resultando em sérios problemas de difícil solução, como os engarrafamentos

Recebendo todo mês entre 2,5 mil a 3 mil carros novos e com poucas alternativas viárias de grande capacidade, a cidade de Manaus começa a ficar estrangulada pelo próprio crescimento urbano. E o poder público, nos últimos 30 anos, não fez grandes investimentos no sistema viário principal da cidade. A abertura de grandes vias ocorreu na época dos governos militares. Depois, somente a Grande Circular, na zona leste e os viadutos.

A cidade vive um drama entre a expansão horizontal, já sem espaços e a verticalização, restringida pelo Plano Diretor da cidade, que, na avaliação do secretário de Infra-Estrutura do Estado, Marco Aurélio Mendonça, não “é generoso” o suficiente para permitir o crescimento vertical que Manaus precisa ter.

O novo Plano Diretor de Manaus foi aprovado em 2004, durante o mandato-tampão do ex-prefeito Luiz Alberto Carijó. O último Plano Diretor da cidade datava de 30 anos antes, elaborado na administração do ex-prefeito Frank Lima e implantado a partir de 1975, já na administração do coronel Jorge Teixeira de Oliveira, o Teixeirão.

Segundo o secretário da Seinf, o Plano Diretor de 1975 cometeu um equívoco muito grande, porque se tinha um conceito completamente diferente de urbanização há 30 anos atrás. “Qual era a idéia? Era horizontalizar as cidades, evitar a verticalização, criar espaços urbanos grandes, grandes vazios urbanos nas cidades, principalmente aqui na região, por causa do calor e da umidade”.

Aurélio, que iniciava sua carreira na equipe que elaborou o plano de 75, lembra que a horizontalização “gerou o nosso futuro da forma como está”. Era uma forma equivocada de pensar as grandes cidades, mas era o que se tinha como certo. E a área urbana se estendeu de tal forma, que não tem prefeito no mundo, com a receita que tem hoje o município, que consiga resolver os problemas de Manaus.

Além do estrangulamento dos espaços urbanos devido ao crescimento populacional, o poder público tem de levar serviços a grandes distâncias. O abastecimento de água, por exemplo, tem que ser levado da Ponta do Ismael até 30 km de distância, para chegar à outra extremidade da cidade. Some-se a isso o transporte de massa, a manutenção do sistema viário, o abastecimento, a educação e a saúde. Tudo isso deixou, de certa forma, os prefeitos incapazes de resolver esses problemas na capital.

Hoje o governo está investindo em obras como a ponte sobre o rio Negro, que vai gerar alternativas de ocupação urbana. Nós estamos procurando deixar a ponte chegar a Manaus numa região onde o sistema viário seja menos sacrificado, para não criar problemas de tráfego na cidade. Vamos trabalhar na Estrada da Estanave ligando à avenida Brasil e Estrada da Ponta Negra.

Passagem de nível da Torquato

Na Avenida Torquato Tapajós, em frente ao conjunto Santos Dumont, o governo constrói uma passagem de nível com alças viárias, com o objetivo de desafogar o tráfego naquela área da cidade. “Essa passagem tem várias funções. Uma é fazer o acesso à região oeste da cidade sem interrupção de tráfego. Hoje o semáforo causa muito tumulto naquela área”, explica o secretário Marco Aurélio Mendonça, da Seinf.

Outra função é eliminar a chamada Bola do Seringueiro, na saída da avenida Senador Raimundo Parente. Ali havia uma rotatória que causava muita confusão no trânsito. Ainda existe um cruzamento muito violento, onde ocorrem muitos acidentes. Com a passagem de nível, a Seinf pretende eliminar esse problema.

A passagem de nível do Santos Dumont também vai permitir acesso tanto para oeste como para leste da cidade. Isso numa etapa seguinte, por causa dos custos, uma vez que vão demandar muitas obras de arte como pontes e algumas vias novas.

“Queremos eliminar os congestionamentos e dar velocidade de fluxo nos sentidos norte, sul e oeste”, diz o secretário. A obra de arte já está 95% pronta e, em breve, o canteiro vai ser liberado e a laje asfaltada para o tráfego em cima dela. Faltam as alças viárias, cujo contrato já foi

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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