Investimentos, lançamentos e empregos

Em: 3 de janeiro de 2008
Há alguns anos, edifícios despontam por todos os bairros de Manaus e esse “boom” imobiliário vai continuar por todo o ano de 2008, com investimentos de R$ 500 milhões
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Há alguns anos, edifícios despontam por todos os bairros de Manaus e esse "boom" imobiliário vai continuar por todo o ano de 2008, com investimentos de R$ 500 milhões

O engenheiro civil Joaquim Alzier de Almeida, presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas), nasceu em Manaus e é pós-graduado em engenharia de segurança em concreto armado. É membro do Conselho Fiscal da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) e responsável técnico pela realização de obras importantes de infra-estrutura desenvolvidas pela Construtora Almeida, tendo em seu currículo trabalhos de construção, reforma e ampliação desenvolvidos para a Petrobras, Governo do Estado, Suframa (Su­perintendência da Zona Franca de Manaus), além do setor privado, na capital e interior do Estado. Ele concedeu a seguinte entrevista, na qual destaca as principais ações do setor de construção civil para este ano.
 
Jornal do Commercio – Qual a perspectiva de investimen­to das empresas de construção civil para 2008 no Amazonas?

Joaquim Alzier – Acreditamos que ficará em torno de 500 milhões de reais, com lançamentos imobiliários para atender todas as classes econômicas.

 JC – Haverá aumento na contratação de mão-de-obra no setor em 2008?

Alzier – Como estamos pensando em investimentos elevados no setor, a projeção do Sinduscon para a contratação de mão-de-obra é de mais ou menos 20%. Esse número pode ser até maior caso a economia brasileira permaneça em crescimento.
 
JC – Há perspectiva de novos projetos imobiliários para Manaus?

Alzier – Sem dúvida vamos continuar oferecendo novos lançamentos imobiliários que deverão atender famílias de várias faixas de renda.
 
JC – Em 2008, continuará o crescimento imobiliário na cidade?

Alzier – Todas as nossas projeções apontam para isso, não só em Manaus, mas em todo o Brasil. Nossas perspectivas são de que o programa do governo federal PAC-Interior vai acelerar o crescimento imobiliário em todo o país e Manaus tem tudo para se beneficiar desse projeto.
 
JC – Quais as áreas da cidade de Manaus que serão mais beneficiadas pelo crescimento imobiliário?

Alzier – Os bairros da Ponta Negra e do Puraquequara.
 
JC – Os projetos imobiliários implementados em Manaus estão de acordo com as leis de defesa do meio ambiente?

Alzier – As exigências ambientais são imperativas e as empresas de construção civil entendem como uma necessidade apresentar projetos que minimizem o impacto ambiental. Dessa forma, obrigatoriamente, os projetos imobiliários atendem sim as exigências ambientais.

 JC– Qual o fator que mais encarece os projetos imobiliários?

Alzier – São alguns fatores, mas os principais são o frete e a aquisição de terrenos.
 
JC – Por que Manaus tem o metro quadrado de área construída tão caro quanto as grandes metrópoles brasileiras?

Alzier – Por causa do preço do terreno e o frete.
 
JC – Como evitar que a especulação imobiliária eleve o preço dos imóveis acima do valor de mercado?

Alzier – A especulação imobiliária é causada pela defasagem na oferta de imóveis em relação à procura. Uma forma de combater a especulação imobiliária é aumentando a oferta de unidades habitacionais.
 
JC – A crise imobiliária, ocorrida em 2007 nos EUA, pode influenciar a indústria de construção civil no Brasil e também no Amazonas?

Alzier – Não só a indústria de construção civil, mas a economia como um todo. Daqui a três anos, veremos o reflexo da crise imobiliária dos Estados Unidos, se for o caso, na expansão imobiliária no Brasil e, principalmente, no Amazonas, visto que a estabilidade e o avanço da economia não dependem somente de um único fator ou setor, mas sim de um conjunto de medidas econômicas globais.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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