O partido da ex-premiê Benazir Bhutto, o PPP (Partido do Povo Paquistanês), pedirá à ONU (Organização das Nações Unidas) uma investigação internacional sobre o assassinato de sua líder, na última quinta-feira.
Uma equipe do partido reuniu o material -vídeos, declarações e um e-mail de Bhutto acusando previamente o governo pelo que pudesse vir a ocorrer com ela- para basear o pedido à Organização.
“A principal razão pela qual recorremos à ONU é que não confiamos no governo”, afirmou o advogado do PPP Farooq Naek ao jornal paquistanês “The News”.
“Os advogados do PPP tentarão incluir todos os documentos possíveis com relação ao assassinato de Bhutto para convencer o secretário-geral da ONU (Ban Ki-moon) a ordenar uma investigação internacional independente sobre a tragédia”, acrescentou.
Apesar da relutância inicial para autorizar uma investigação mais ampla, Musharraf anunciou na quarta-feira que uma equipe da Scotland Yard dará assistência na solução do caso. “Eu fiz essa solicitação ao primeiro-ministro britânico Gordon Brown e ele aceitou”, afirmou Musharraf, em pronunciamento em cadeia nacional. Ainda assim, os partidários de Bhutto decidiram recorrer à ONU. Em seu requerimento, os membros do PPP tomaram como modelo a investigação internacional ordenada a respeito do assassinato do ex-premiê libanês Rafik Hariri, em 2005.
A Casa Branca, no entanto, manifestou contrariedade em relação a uma eventual investigação conduzida pela ONU.
A porta-voz presidencial americana, Dana Perino, rejeitou por enquanto a possibilidade de estabelecimento de um tribunal internacional, como o formado para julgar os assassinos do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri.
“Acho que é apropriado e necessário que a Scotland Yard dirija a investigação, e não vemos necessidade de outra investigação neste momento”, declarou Perino em entrevista coletiva.







