Em meio à tensão gerada pela ameaça da oposição de dificultar a votação do Orçamento, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), afirmou que o governo deve ter “cuidado” e “cautela” ao sinalizar corte nas emendas parlamentares para compensar perdas com o fim da CPMF.
Garibaldi afirmou que tentará reunir líderes dos partidos na Casa na próxima semana para tratar do assunto: “Estou disposto a trabalhar, mas o que será dependerá do diálogo do governo com a oposição”, disse. Garibaldi reagiu quando o tema são as emendas que os parlamentares fazem ao Orçamento. “Aí o governo precisa ter cuidado porque elas às vezes são vistas com preconceito, de que tratam apenas de interesses políticos, mas são em sua maioria obras que prestam serviço às comunidades”, afirmou: “É preciso cautela do governo”.
As declarações de Garibaldi refletem um descontentamento no Congresso, sobretudo na Câmara. A avaliação é que os parlamentares estariam “pagando a conta” pela extinção do chamado imposto do cheque. Liberadas de acordo com critérios políticos pelo governo, as emendas parlamentares individuais são o principal instrumento dos congressistas de atenderem a pleitos em suas bases eleitorais.
Geralmente, tratam de pequenas obras de saneamento, habitação ou construção de quadras esportivas. As emendas de bancada são feitas por um grupo de parlamentares do mesmo Estado para atenderem a grandes obras de interesse dos governadores.
O senador Tião Viana (PT-AC), disse que o governo deve adotar a derrota da CPMF no Senado como lição e dialogar mais com o Congresso.







