Pequeno investidor ousa mais na Bolsa

Em: 7 de janeiro de 2008
Alguns foram estudar análise de empresas e decidiram investir em ações de segunda linha -papéis de companhias pouco negociadas, mas de grande potencial
Alguns foram estudar análise de empresas e decidiram investir em ações de segunda linha -papéis de companhias pouco negociadas, mas de grande potencial

Animados com os ganhos de 91,4% e de 79,71% em 2007 só com as ações PN (sem direito a voto) da Vale e da Petrobras, respectivamente, os papéis mais populares do mercado acionário brasileiro, uma elite de pequenos investidores do varejo da Bolsa, muitos ainda estudantes e jovens profissionais, ganha confiança para vôos mais ousados e arriscados.

Alguns foram estudar análise de empresas e decidiram investir em ações de segunda linha -papéis de companhias pouco negociadas, mas de grande potencial. Os mais ousados começaram a fazer “day trade” (comprar e vender no mesmo dia), “flippar” (entrar em IPO e vender na estréia), negociar opções de ações, índices futuros e derivativos, papéis que não são um ativo em si -ação, título de dívida, imóvel, carro ou boi- mas um contrato derivado (por isso, um derivativo) que isola só o risco de uma dessas aplicações.

Por exemplo, só o risco de não chover num determinado mês, o que determinaria necessariamente um aumento nos preços da soja ou do suco de laranja. Ou a possibilidade de a ação da Petrobras disparar por conta de uma crise política, que eleve o preço do petróleo. A quem interessa investir nesses contratos? A uma engarrafadora de suco de laranja que não pode expor seu negócio às chuvas ao redor do mundo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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