Animados com os ganhos de 91,4% e de 79,71% em 2007 só com as ações PN (sem direito a voto) da Vale e da Petrobras, respectivamente, os papéis mais populares do mercado acionário brasileiro, uma elite de pequenos investidores do varejo da Bolsa, muitos ainda estudantes e jovens profissionais, ganha confiança para vôos mais ousados e arriscados.
Alguns foram estudar análise de empresas e decidiram investir em ações de segunda linha -papéis de companhias pouco negociadas, mas de grande potencial. Os mais ousados começaram a fazer “day trade” (comprar e vender no mesmo dia), “flippar” (entrar em IPO e vender na estréia), negociar opções de ações, índices futuros e derivativos, papéis que não são um ativo em si -ação, título de dívida, imóvel, carro ou boi- mas um contrato derivado (por isso, um derivativo) que isola só o risco de uma dessas aplicações.
Por exemplo, só o risco de não chover num determinado mês, o que determinaria necessariamente um aumento nos preços da soja ou do suco de laranja. Ou a possibilidade de a ação da Petrobras disparar por conta de uma crise política, que eleve o preço do petróleo. A quem interessa investir nesses contratos? A uma engarrafadora de suco de laranja que não pode expor seu negócio às chuvas ao redor do mundo.







