Pacote sacrifica investimentos no país

Em: 8 de janeiro de 2008
De acordo com o estudo “Análise e Sugestões de Aperfeiçoamento do Pacote Tributário” divulgado ontem, nada garante que o governo não aumente outros impostos
De acordo com o estudo “Análise e Sugestões de Aperfeiçoamento do Pacote Tributário” divulgado ontem, nada garante que o governo não aumente outros impostos

Para o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), que reúne empresários representantes de grandes empresas nacionais, o novo pacote proposto pelo governo para compensar a perda com a arrecadação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) atrasa a reforma tributária, inviabiliza o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento ) e compromete os investimentos do país.

O instituto de estudos divulgou uma análise do pacote fiscal do governo.

De acordo com o estudo “Análise e Sugestões de Aperfeiçoamento do Pacote Tributário” divulgado ontem, nada garante que o governo não aumente outros impostos em 2008. Isso porque a redução da receita com o fim da CPMF era estimada em R$ 40 bilhões, enquanto a arrecadação com as novas medidas de aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras ) e da CSLL (Contribuição Social Sobre Lucro Líquido) chega a R$ 10 bilhões. “Estão em aberto, portanto, R$ 30 bilhões, o que não é pouca coisa.”, diz a análise.

Gastos correntes

Na questão orçamentária, falta o governo definir os cortes de gastos previstos. Segundo o estudo, o ideal seria que os cortes se concentrassem em gastos correntes. “Mas já se sabe que não deve ser assim e, como de costume, os investimentos serão sacrificados”, avalia a pesquisa.

Para o Iedi, a situação ainda sugere que as incertezas do quadro fiscal deverão comprometer ou adiar novamente a reforma tributária, e que certos programas iniciados pelo PAC não serão viáveis no primeiro semestre do ano.

“Seria fundamental que a política tributária, no contexto das mudanças a que foi levada a fazer, atentasse para: a necessidade de se ampliar o investimento, tendo em vista afastar de vez o fantasma da inflação de demanda; reduzir a excessiva valorização cambial do ano passado para níveis pelo menos mais em linha com as possibilidades de absorção pela indústria e diminuir o impacto do câmbio valorizado para o exportador.”, diz o estudo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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