A procura pelos cursos de inglês nas principais escolas de idiomas da cidade apresentou uma queda de 10% a 40% no ano passado em relação a 2006. O motivo, segundo os empresários do setor, foi o aumento da oferta, inclusive com cursinhos sem a devida regulamentação, dividindo a demanda.
No Smile Enghish Course a procura foi 40% menor em 2007 se comparado com o exercício anterior. A escola manteve a média de cem alunos nesse período. “No entanto, estamos pessimistas para 2008 com tudo o que está acontecendo”, afirmou a coordenadora, Judy Amanda. O curso tem duração de 12 meses.
Na British and American, a retração chegou a 10% segundo informação do gerente Deusdelle Pantoja. “Não é a falta de interesse que está levando a essa queda. Prova disso é que a cada dia vemos surgir novas turmas”, disse. Na instituição, o curso tem duração de um ano. A empresa atua em 18 Estados e em Manaus possui duas unidades.
“O inglês passou a ser necessidade. Nos próximos anos não se entrará no mercado de trabalho quem não tiver conhecimento de outro idioma. O mercado está cada vez mais exigente”, comentou. “Além disso, a cidade é uma das praças a apresentar maior crescimento em virtude do Pólo Industrial de Manaus”, completou. A mensalidade na British custa R$ 308.
Trânsito emperrado
No Euro Instituto de Idiomas, a queda chegou a 15% segundo a sócia-proprietária, Eliane Bastos. “O aumento da concorrência contribuiu, mas o que pesou mesmo aqui foram as mudanças no trânsito, levando muita gente a desistir”, afirmou a empresária da escola que fica próxima à construção de um dos novos viadutos da cidade.
O Euro oferece inglês, francês, espanhol, italiano e alemão.
A mensalidade do curso de inglês regular, de duração de quatro anos, custa R$ 104,50. No caso do semi-intensivo, com duração de dois anos, o preço é de R$ 137,50 mensais.
Para Eliane, não apenas o ensino de línguas, mas toda a área da educação tem crescido muito na cidade, o que se pode observar com a expansão de instituições de ensino, como centros universitários. “As pessoas estão correndo atrás de uma melhor educação hoje. É exigência do mercado”, assinalou.
Wizard consegue fechar 2007 com estabilidade
Ao contrário das demais, a demanda de 2007 em relação a 2006 na Wizard permaneceu igual. O resultado positivo deve vir mesmo nesse ano, quando a alta projetada é de 20%. “Manaus está economicamente bem, e as pessoas estão investindo em educação. Em função do PIM e do próprio Mercosul (Mercado Comum do Sul), a procura por outros idiomas tem crescido aqui”, afirmou a coordenadora pedagógica da escola Adriana Yumi.
A escola tem cinco unidades na cidade, e em 2008 será aberta a sexta, que ainda não tem local definido.
Atualmente, conta com 500 alunos por unidade e oferta os cursos de inglês, espanhol, alemão, francês, italiano, japonês e mandarim. A mensalidade é de R$ 215, inclusive para o curso de inglês em braile para quem tem deficiência visual. “É uma forma de incentivar a inclusão social dessas pessoas”, comentou.
Aposta no segmento
Na contramão do mercado e com investimento inicial de R$ 160 mil, a franquia paranaense Influx chega a Manaus em meados de fevereiro com duas unidades. A instituição oferece curso de inglês com duração de dois anos ao preço de R$ 155 mensais. Segundo a franqueada de uma das unidades, Andreza Bastos, são esperados em média 130 alunos durante o primeiro ano.
“Com as novas exigências do mercado de trabalho e a globalização da economia, as pessoas se vêem empurradas ao aprendizado da língua inglesa. Além disso, o aumento da renda também influencia o investimento em conhecimento”, explicou Andreza.
Em 2009 está prevista a abertura de uma terceira unidade, mas sem localização definida. O aporte necessário será de R$ 80 mil. No dia 15 do próximo mês inauguram as unidades da rua Rio Jutaí, no Vieiralves, e na avenida Pedro Teixeira, no conjunto Débora.







