A greve dos advogados da União ganhou força, segundo a Anauni (Associação Nacional dos Advogados da União). Segundo o presidente da entidade, José Wanderley Kozima, a adesão ao movimento cresceu depois que a AGU (Advocacia-Geral da União) entrou com uma ação na Justiça contra a paralisação da categoria.
“O que temos visto é muito terrorismo para cima dos servidores públicos. Esse tipo de terrorismo acaba gerando um efeito contrário. Em vez de enfraquecer, esse tipo de atitude acaba fortalecendo o movimento”, afirmou Kozima.
Os advogados da União entraram em greve na quinta-feira passada para pressionar o governo a cumprir um acordo de reajuste salarial da categoria. Pelos cálculos da Anauni, 70% dos 6.500 advogados da União em atividade aderiram ao movimento -contanto os inativos, a categoria conta com cerca de 11 mil servidores.
Kozima disse que os subsídios pagos hoje para a categoria giram em torno de R$ 10 mil mensais. “Esse valor está muito inferior aos subsídios pagos para as carreiras do Ministério Público Federal, por exemplo”.
Ele descarta vincular as negociações salariais da categoria com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). “Uma coisa não tem relação com a outra. Nossa negociação salarial independe da CPMF.
Queremos o cumprimento de um acordo negociado no ano passado e que já deveria estar em vigor”. Na semana passada, a AGU (Advocacia-Geral da União) informou que determinou o corte de ponto dos grevistas.
Na sexta-feira, a PRU (Procuradoria Regional da União) ajuizou uma ação com pedido de liminar para suspender a greve dos advogados públicos federais.
Na ação, a PRU sustenta que o governo federal enfrenta sérias dificuldades orçamentárias após a rejeição da prorrogação da CPMF e o conseqüente corte de gastos nos Três Poderes.







