O Federal Reserve (Fed, o BC americano) surpreendeu e reduziu na terça-feira sua taxa básica de juros para 3,5%, uma redução de 0,75 ponto percentual. O objetivo é fornecer um novo estímulo à economia norte-americana e evitar uma recessão, temor que tem afetado as economias ao redor do mundo nas últimas semanas. É a primeira vez desde os ataques terroristas de 11 de Setembro que o Fed recua os juros fora do período de suas reuniões regulares.
Segundo comunicado do Fed, a medida foi tomada em vista do risco de enfraquecimento da economia no futuro e o aumento do risco de desaceleração do crescimento. Na reunião de ontem, oito integrantes do órgão, incluindo seu presidente, Ben Bernanke, votaram a favor da redução da taxa, enquanto um votou contra e um se absteve. Na semana passada, o presidente George Bush, anunciou as linhas gerais de um plano de estímulo à economia do país; entre as medidas a constarem do plano está um incentivo fiscal de cerca de US$ 145 bilhões. O governo pretende, assim, evitar uma queda nos gastos do consumidor -que respondem por cerca de 70% de toda a atividade econômica americana. O plano foi julgado como insuficiente e os mercados mundiais registraram quedas. O Fed vinha cortando juros (foram três consecutivos no ano passado) a fim de baratear o crédito e levar consumidores e empresas a tomar mais empréstimos e realizar novos financiamentos, para que a economia não entre em recessão.
No ano passado, o banco reduziu a taxa três vezes consecutivas -em setembro (0,50 ponto pecentual); outubro (0,25 ponto percentual); e dezembro (0,25 ponto percentual)-, na tentativa de estimular o crescimento.
O próximo corte era esperado para a reunião de política monetária do banco programada para os dias 29 e 30 deste mês. O banco, no entanto, surpreendeu e se adiantou, com o corte anunciado ontem.
No último dia 10, o presidente do banco, Ben Bernanke, disse que o Fed estava “pronto” para realizar um novo corte nos juros. “Estamos prontos para tomar uma ação adicional substancial para apoiar o crescimento e oferecer garantia adequada contra os riscos de baixa”, disse, em um evento em Washington.
“O cenário para 2008 piorou e os riscos de baixa ao crescimento se tornaram mais evidentes”, disse então Bernanke. “À luz das recentes mudanças no panorama (…) mais afrouxamento da política [monetária] pode bem ser necessário.”
“Notadamente, a demanda no mercado imobiliário se enfraqueceu mais, em parte refletindo os problemas em curso nos mercados de hipotecas. Além disso, um certo número de fatores, como preços altos do petróleo e desvalorização dos imóveis residenciais, devem pesar sobre os gastos do consumidor ao longo de 2008.”
O membro do Fed William Poole votou contra a decisão de cortar a taxa, alegando não acreditar que as atuais condições justifiquem uma ação do banco antes da reunião de política monetária, programada para a próxima semana. O membro do Fed Frederic Mishkin esteve ausente.
Brasil tem situação privilegiada, mas mantém cautela, diz Guido
O ministro Guido Man-tega (Fazenda) avalia que o corte de juros emergencial promovido pelo Federal Reserve (Fed, o BC america-no) apenas interromperá a turbulência nos mercados.
Ele disse acreditar que o problema só será resolvido quando as perdas geradas pela crise de crédito no mercado imobiliário forem completamente absorvidas. Sobre o Brasil, disse que o país tem situação privilegiada, mas não está completamente imune.
Segundo comunicado do FED -que reduziu sua taxa básica de juros para 3,5%, uma redução de 0,75 ponto percentual-, a medida foi tomada em vista do risco de enfraquecimento da economia no futuro e o aumento do risco de desaceleração do crescimento. Na reunião de ontem, oito integrantes do órgão, incluindo seu presidente, Ben Bernanke, votaram a favor da redução da taxa, enquanto um votou contra e um se absteve. “Enquanto não houver uma absorção das perdas dos “subprimes’’ (empréstimo para pessoas com histó







