A cadeia de produção do setor têxtil brasileiro encerrou o ano passado com um déficit de US$ 639.5 milhões em sua balança comercial, resultado 1.996% superior ao saldo negativo de US$ 30.5 milhões registrado em 2006.
Os dados foram divulgados pelo Sindivest/Sindiroupas, sindicatos que representam as indústrias de vestuário e de roupas masculinas do Estado de São Paulo. Os dados são do estudo do Iemi (Instituto de Estudos e Marketing Industrial). Em relação a 2005, o setor havia contabilizado superávit de US$ 706.3 milhões.
O aumento do déficit foi influenciado pelo crescimento de 40,5% das importações, para US$ 3.019 bilhões. “Estamos perdendo a guerra para os importados chineses”, disse o presidente do Sindivest/Sindiroupas, Ronald Masijah. “Não dá para competir com a produção em escala da China”, alegou.
As compras externas avançaram nos três segmentos: têxteis (49,7% para US$ 1.586 bilhão), confeccionados (45.4%, para US$ 588.7 milhões) e fibras e filamentos (23,3%, para US$ 843.8 milhões).
As exportações cresceram 12,3%, encerrando 2007 em US$ 2.379 bilhões. O segmento de fibras e filamentos obteve o melhor resultado entre os produtos destinados ao mercado externo, com crescimento de 36,2%, ante 2006, e US$ 738.7 milhões em vendas.
Os produtos têxteis (fios fiados, linhas de costura, tecidos planos, tecidos de malha e especialidades) avançaram 6,5%, para US$ 993.6 milhões. Já as exportações de confeccionados cresceram apenas 0,6%, totalizando US$ 647 milhões.
Para 2008, Masijah prevê crescimento do déficit. “Será um ano muito difícil para o setor têxtil-vestuário, por conta da forte entrada de produtos acabados de países asiáticos, como a China”, explicou. Segundo ele, os chineses produzem em altíssima escala, com tecidos de qualidade superior aos nacionais e com preços muito baixos. “Lá a carga tributária não chega a 10% do valor da peça, contra os 42% de impostos nas nossas roupas.”
Déficit comercial do setor têxtil aumenta 1.996%
Em: 6 de fevereiro de 2008
Compras externas avançaram nos três segmentos: têxteis (49,7% para US$ 1.586 bilhão), confeccionados (45,4%, para US$ 588.7 milhões) e fibras (23,3%, para US$ 843.8 milhões).
Redação
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