Planejamento estratégico ajuda a vender mais na Páscoa, ensina entidade

Em: 7 de fevereiro de 2008
Passada a ressaca das festividades do fim de ano, os varejistas trabalham a todo vapor para atender a demanda da Páscoa.
Passada a ressaca das festividades do fim de ano, os varejistas trabalham a todo vapor para atender a demanda da Páscoa.

A comemoração religiosa é considerada o segundo melhor período de vendas de alimentos depois do Natal e para aumentar a lucratividade nessa época, um bom planejamento e o alinhamento com os fornecedores para traçar estratégias conjuntas são fundamentais para impulsionar as vendas. “O lojista que souber definir corretamente seu sortimento, preferencialmente pensando na categoria, ou seja, no conjunto de produtos consumidos por ocasião da Páscoa (não só chocolates, mas pescados, vinhos etc); possuir ações nos pontos-de-venda alinhadas com os fornecedores e dispor de um aparato logístico que possibilite uma reposição eficiente já está um passo à frente da concorrência”, ressaltou o superintendente da Associação ECR Brasil, Claudio Czapski. Os produtos de Páscoa, por serem sazonais, devem ter todo um tratamento e estratégia especiais, que quando utilizadas corretamente, são fundamentais para fisgar o consumidor. Czapski explicou que uma das primeiras questões a serem resolvidas é o espaço a ser destinado para esses produtos. Garantir visibilidade Segundo Czapski, muitos lojistas passam pelo drama de não conseguirem dispor os itens de forma a não conflitar com os produtos regulares, prejudicando a exposição e consequentemente as vendas. “Esses produtos têm uma participação importante no faturamento e precisam conquistar um lugar na gôndola e ter visibilidade extra, pois seu período de exposição é restrito. Displays exclusivos e pontos extras dentro da loja podem ajudar a solucionar a questão. A maneira que a maioria dos varejistas encontrou para ampliar o espaço de exposição é pendurar os produtos na parreira, solução inteligente, porém, com algumas limitações, especialmente por prejudicar a iluminação da loja”, ressaltou. O modo de exposição dos produtos é fundamental para atrair os clientes. De acordo com Czapski, o varejista precisa pensar no roteiro de compras do consumidor, a altura adequada das “parreiras”, entre outros itens. “Os ovos devem estar expostos no fim do percurso de compras do cliente, por dois motivos: diminui as chances de quebra do produto e também evita que os consumidores deixem de adquirir outras mercadorias. Também é interessante colocar os produtos em uma altura ideal, de forma que as pessoas mais baixas possam alcançá-lo e os mais altos não batam a cabeça neles”, avaliou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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