A decisão da UE (União Européia) de suspender as importações de carne in natura brasileira é resultado de pressão de produtores ingleses e irlandeses. Entretanto, o bloqueio não representa prejuízos econômicos para o Brasil, que pode exportar para outros mercados ou atender ao consumo interno. A avaliação é do assessor técnico do Fórum Nacional de Pecuária de Corte da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), Paulo Mustefaga.
No dia 31 de janeiro, a União Européia suspendeu a compra de carne do Brasil, alegando insuficiência das garantias sanitárias e de qualidade dadas pelo país. Desde a última quinta-feira, técnicos do governo brasileiro e representantes do bloco europeu negociam, em Bruxelas, pontos para retomar as importações da carne brasileira mas o Ministério da Agricultura ainda não divulgou informações sobre a reunião.
Para ele, o bloqueio é fruto de pressões e campanhas difamatórias de produtores de carne ingleses e irlandeses no Parlamento Europeu para impor restrições carne brasileira. Como não têm um argumento sanitário consistente para impor barreiras carne brasileira, eles estão se valendo de argumentos técnicos de controle de movimentação de gado para impor restrições, mas, na verdade, isso é uma questão meramente comercial e econômica.
Para Paulo Mustefaga, os produtores europeus não conseguem mais cobrir os custos de produção. “Apesar dos elevados subsídios que recebem não conseguem competir com os produtos brasileiros que vem, ano a ano, ganhando mercado”, afirmou.
De acordo com Mustefaga, o bloqueio não representa prejuízo para o Brasil, uma vez que o país vem ampliando as exportações para outros mercados. Outro fator é que as vendas para a União Européia representam 15% (194 mil toneladas) do total vendido pelo país e 3% da produção.
Mustefaga salientou, entretanto, que a importância do mercado europeu está nos preços pagos pelos países do bloco econômico e pelo fato de as exigências serem rigorosas. Para ele, isso abre outros mercados. É um mercado importante, por ser muito exigente em termos de condições sanitárias. “O Brasil exporta para a União Européia há mais de 60 anos e nunca foi registrado caso de problema sanitário com a carne brasileira”, acrescentou.
Decisão européiaforça novos rumos para Brasil
Em: 16 de fevereiro de 2008
Exportação é redirecionada para outros países com a decisão da União Européia
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também


Com 11,4 milhões de passageiros, transporte aéreo cresce 2,5% em agosto
21 de setembro de 2026

Candidatos não podem ser presos, a não ser em flagrante, até o fim do 1º turno
21 de setembro de 2026

Samba Manaus se aproxima da despedida
21 de setembro de 2026

Candidatos não podem ser presos, a não ser em flagrante, até o fim do 1º turno
21 de setembro de 2026

Amazonas define representante para o maior campeonato de batalha de rima do Brasil
21 de setembro de 2026

Anvisa manda apreender medicamento falsificado para câncer de mama
21 de setembro de 2026

Petróleo fecha em queda com otimismo para oferta e negociações
21 de setembro de 2026