O titular da SDS (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas), Virgílio Viana, durante a palestra, fez uma pré-análise da viabilidade econômico-financeira na possibilidade da implantação do trecho ferroviário entre Manaus e o município de Humaitá, apontando que seriam necessários para esse fim investimentos na ordem de R$ 1,95 bilhão, ou R$ 2,6 milhões por quilômetro.
Durante a palestra, Viana apontou que a ferrovia é alternativa mais viável para o desenvolvimento do Estado, referência mundial no plano de manutenção das unidades de conservação ambiental, pois praticamente a estrada de ferro inviabilizaria a ocupação desordenada das áreas do entorno do trecho a ser construída, além de evitar o desmatamento de grandes áreas de floresta.
Problemas
levantados
Aumento de roubos de veículos, impacto negativo nos recursos da biodiversidade local, além do acesso desordenado por meio de assentamentos ilegais nos municípios amazonenses localizados ao longo da rodovia foram alguns dos problemas lembrados por Viana que inviabilizariam a reconstrução da BR-319.
O consultor de logística Augusto César Rocha disse defender a idéia da construção de uma linha férrea, o que ampliaria as possibilidades de escoamento dos produtos do PIM (Pólo Industrial de Manaus) e facilitaria a chegada de alimentos e derivados para a cidade, embora entenda que para o Amazonas seria muito mais vantajoso se o trem chegasse até o Mato Grosso e não apenas a Porto Velho.
“Não vejo vantagem para o empresariado enviar suas cargas por trem num trecho tão curto. Neste caso, em questão de logística, não há diferença entre enviar produtos para o Sudeste por rodovia ou ferrovia”, acrescentou o especialista.







