Com a promessa de ampliar o conceito de comunicação através dos dispositivos móveis, permitindo acesso à internet em banda larga e a possibilidade de videoconferência, a nova geração de celulares não deverá ser um privilégio para os endinheirados, apontam os especialistas, mas os clientes deverão atentar para as habilitações de rede disponíveis nos aparelhos na hora da compra para saber se os mesmos permitem acesso à tecnologia 3G.
Embora a tendência mundial seja mesmo a migração para a rede de terceira geração de telefonia móvel, tratada como uma nova era para o setor, o engenheiro de comunicação da Fucapi (Fundação Instituto de Pesquisa e Inovação), Rodrigo Silva, ressaltou que ninguém precisará se preocupar quanto à troca de aparelhos.
A maioria dos aparelhos comercializados hoje, de acordo com o especialista, vem habilitada para a rede GSM (Sistema Global para Comunicações Móveis, em português), que é a opção das grandes operadoras como a Oi e a TIM. A Vivo, por sua vez, utiliza o sistema CDMA (Acesso Múltiplo por Divisão de Código, em português), porém ambos são de segunda geração (2G).
Com a chegada da nova tecnologia, a tendência é que as operadoras subsidiem os aparelhos, seja para baratear o custo ao consumidor final ou até mesmo entregando-o de forma gratuita, como algumas já fazem hoje com aparelhos da tecnologia 2G. “A operadora vai observar para ver se vale a pena dar um aparelho ao consumidor ou manter o serviço da tecnologia anterior”, afirmou.
Custa
caro
A decisão de subsidiar o aparelho para o mercado consumidor faz sentido, segundo o engenheiro, porque as operadoras são obrigadas a continuar com o serviço antigo enquanto existir um único cliente que utilize o celular com a tecnologia com que o adquiriu, ainda que seja de primeira geração. “Assim como até hoje existem celulares analógicos, quem possui aparelho que seja apenas GSM continuará com ele operante”, completou.
Com isso, a tendência é mesmo que as empresas “forcem” a troca dos telefones. “Chega uma hora que fica caro manter uma tecnologia antiga pois pouca gente a utiliza. É por essa razão que hoje vemos muita gente trocando o aparelho até mesmo de graça”, assinalou. “Fica mais barato manter uma única rede, no caso a de segunda geração, do que as duas juntas”, completou.
Banda larga vai para o celular
A primeira geração de celulares foi a de aparelhos analógicos, seguida pelos digitais, que já permitem acesso à internet. Para o engenheiro elétrico da Fucapi, Admir Lourenço, o que há de novo com a terceira geração é o salto para novos serviços, como a possibilidade de internet banda larga, transmissão de dados de maneira mais veloz, permitindo o download de músicas e vídeos com muito mais rapidez e até TV no celular, por exemplo.
“Hoje é envio e recebimento de informações mesmo em movimento é extremamente importante, e será possível com uma qualidade muito superior com a 3G”, comentou Lourenço, para quem a nova tecnologia terá um alto preço em seu início, mas que a exemplo do que houve com os próprios telefones celulares, a tendência é barateá-la à medida que as pessoas começarem a utilizá-la.
Conforme regra estabelecida pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicação) na licitação das frequências destinadas a celulares 3G no fim do ano passado, a nova tecnologia deverá ser oferecida em Manaus em no máximo dois anos, uma vez que esse é o prazo para as operadoras atenderem a todas as capitais, o Distrito Federal e as cidades com mais de 500 mil habitantes (cobertura de pelo menos 80% da área urbana para serviço de banda larga móvel). No Amazonas, as operadoras que atenderão o Estado são Oi, TIM, Vivo e Claro.
Incremento
nas receitas
A grande sacada das operadoras. Essa é a opinião dos especialistas quanto à tendência mundial de migração para a tecnologia 3G. “Há por trás disso, é claro, um grande interesse comercial, pois ao agregar mais serviços, maior será a receita das corporações. Em tese, é como se elas







