PT reivindica presidência da CPI dos cartões e Artur a se negar a ser “ioiô”

Em: 28 de fevereiro de 2008
O líder do PSDB no Senado, Artur Neto, voltou a cogitar, nesta quinta-feira, pedir a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)…
O líder do PSDB no Senado, Artur Neto, voltou a cogitar, nesta quinta-feira, pedir a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)...

O líder do PSDB no Senado, Artur Neto, voltou a cogitar, nesta quinta-feira, pedir a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) exclusiva do Senado sobre o uso de cartões corporativos do governo federal se o acordo feito com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), não for cumprido. Jucá anunciou, nesta quarta-feira, que caberá ao PSDB indicar o presidente da CPI Mista dos Cartões Corporativos. Já o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, admitiu fazer ele mesmo as indicações dos membros dessa CPI Mista se os líderes partidários não encaminharem, até terça-feira próxima, dia 4, os nomes dos parlamentares que irão integrá-la. Pelo acordo firmado, o PMDB abriu mão da presidência da comissão em favor do PSDB, que já indicou a senadora Marisa Serrano (MS) para o cargo. No entanto, após a definição do acerto, o PT reivindicou a presidência em vez da relatoria da comissão, cargo para o qual havia indicado o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). Artur Neto disse não saber se o PT quer apenas “quebrar a palavra” ou se deseja impedir e postergar as investigações. E sustentou que, independentemente da forma, a intenção do PSDB é apurar as denúncias de irregularidades no uso dos cartões do governo federal. Cumprir acordo “Não vamos fazer papel de ioiô. Foi feito um acordo com o PMDB e o acordo será cumprido. Se aceitássemos isso (dar a presidência ao PT e ficar com a relatoria) eles iam querer outra coisa. Eles não querem que se abra o baú dos cartões corporativos porque de lá vão sair cobras e lagartos, afirmou. O líder do PSDB considerou ainda que o envio da proposta de reforma tributária ao Congresso pode ser uma estratégia do governo para desviar as atenções da CPI e “deixar o povo contra o Congresso” caso a matéria não seja votada a tempo, já que se trata de ano eleitoral e o movimento no Congresso deve diminuir a partir de junho. Formato eficiente Já o líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands, afirmou que seu partido deseja o “formato mais eficiente” para a comissão e, por isso, “está examinando a possibilidade” de trocar a relatoria pela presidência da CPI Mista. O deputado argumentou ainda que o PT é a segunda maior bancada da Câmara, especificidade que precisaria ser respeitada. “O PT ainda está fazendo ponderações sobre o assunto. Mas talvez esse desenho (do acordo) não seja o melhor. O PT quer investigar e dar transparência às despesas de pequeno porte do governo, mas temos o compromisso de garantir que a CPI não seja instrumentalizada para a luta política – comentou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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