Moeda americana fecha a R$ 1,699, em seu nono dia de redução

Em: 29 de fevereiro de 2008
Analista diz que dólar realmente está um pouco fora da rotina. Com essa crise dos Estados Unidos, e o nervosismo do mercado, teria muitas razões para subir.
Analista diz que dólar realmente está um pouco fora da rotina. Com essa crise dos Estados Unidos, e o nervosismo do mercado, teria muitas razões para subir.

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,669 para venda, em declínio de 0,17%, nos últimos negócios dessa quinta-feira. É o nono dia consecutivo em que a cotação da moeda americana cai. No acumulado deste ano, a taxa cambial cedeu 6%, para seu menor nível desde 18 de maio de 1999.
Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,780, em alta de 0,56%.
“O dólar realmente está um pouco fora da rotina. Com essa crise dos EUA, e o nervosismo do mercado, teria muitas razões para subir. Agora, nós temos que ver o dólar está perdendo força no mundo inteiro. Como nós vimos hoje, o euro bateu um novo recorde. E outro ponto é que ainda tem muito dinheiro entrando no mercado”, comentou o diretor da corretora Vision, Mauro Araújo.

Diferencial
observado

Analistas lembram que o diferencial entre juros básicos americanos (3% ao ano) e brasileiros (11,25% ao ano) é determinante para estabelecer a tendência de queda para o dólar. Esses profissionais notam, no entanto, que crescem as chances da cotação ter um repique no curto prazo. Hoje, operadores das mesas de câmbio notaram muitos importadores antecipando o fechamento de contratos, aproveitando os preços da moeda.
O habitual leilão de câmbio do Banco Central foi realizado às 14h59 e aceitou ofertas por R$ 1,6757 (taxa de corte). Até ontem, o nível das reservas internacionais era de US$ 190,490 bilhões.

Juros
futuros

As taxas projetadas para 2009 e 2010 subiram no mercado futuro de juros -que baliza as tesourarias dos bancos- da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).
Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 cedeu de 11,13% ao ano para 11,11%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada avançou de 11,72% para 11,77%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 12,39% para 12,41%.
O IGP-M teve variação de 0,53% em fevereiro ante 1,09% em janeiro. Analistas do mercado financeiro projetavam taxa em torno de 0,50%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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