Estratégia dos lojistas para manter clientes cativos, os cartões de loja já respondem por até 50% das vendas à prazo nas redes que o oferecem na cidade, de acordo com a FCDL-AM. Embora permitam uma elasticidade maior no prazo de pagamento em relação às bandeiras nacionais e venham em geral acompanhados do atrativo “sem anuidade”, a associação de defesa do consumidor faz alerta quanto às taxas cobradas pelos chamados private labels, que podem, em um ano, igualar a cobrança contratual das grandes administradoras.
Apontado como uma tendência nas modalidades de pagamento, o cartão de marca própria permite ao empresariado, por exemplo, conhecer melhor a clientela, seus hábitos de compra e pagamento, além de trabalhar com o marketing personalizado. “O contato direto com o cliente é a grande vantagem dessa modalidade”, observou o presidente da FCDL-AM (Federação das Câmaras e Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ralph Assayag.
Apesar de restrito às grandes lojas, segundo a CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas), a modalidade em questão tem apresentando um crescimento relevante principalmente nas classes C e D em virtude da facilidade com que se obtém acesso ao crédito. “Há menos restrições do que os convencionais, o que está possibilitando a inclusão das classes mais baixas nas compras à prazo”, comentou o presidente da instituição, Ezra Azury Benzion.
Mesmo sem anuidade é preciso atenção
Para a economista da Pro Teste -Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Hessia Costilla, o grande apelo dos cartões que levam a marca do estabelecimento é a facilidade de pagamento e a não cobrança de anuidade. No entanto, pesquisa da organização revela que há custos que, somados no período de um ano, se igualam à anuidade de um cartão de crédito comum. “Na fatura, além do total das compras, há outras cobranças, como a taxa de manutenção que varia de R$ 1,99 a R$ 3,50”, afirmou.
Em relação ao parcelamento, a economista salientou ser essa uma questão que precisa ser bem analisada. Há estabelecimentos cujo prazo é estendido para até oito parcelas fixas, mas não ressaltam que elas já estão com os juros embutidos. “Nossa crítica é que a pessoa acaba sendo induzida ao erro”, comentou.
No caso de se sentir prejudicado, o consumidor pode entrar em contato com a Pro Teste (ou outra associação de defesa do consumidor), que encaminhará a denúncia ao Ministério Público Estadual. “O ideal mesmo é que as pessoas fiquem atentas aos custos. Além disso, têm que pesquisar preços para obter os melhores resultados, independentemente de ter ou não o cartão”, observou.
Expansão
no serviço
A participação das vendas com cartão próprio em relação ao total das vendas realizadas pela City Lar saltou de 7%, em janeiro de 2007, para 22% no primeiro mês desse ano, de acordo com a gerente de marketing da empresa, Silvana Valente. A modalidade representa 8% do faturamento da rede e a expectativa é fechar o ano na casa dos 10%.
Segundo a gerente, os clientes que possuem o cartão da loja contam com promoções diferenciadas e ainda têm o limite em dobro do que teria normalmente com a sua renda apresentada. “Além de uma melhor negociação, ainda há o parcelamento em até cinco vezes sem juros”, anunciou. “Para nós, além de fidelizar o cliente, ainda permite uma rentabilidade melhor devido à negociação”, completou Silvana.
O cartão da City Lar, em parceria com a rede Visa, não tem anuidade e pode ser solicitado em uma das 15 unidades da rede, com retorno da análise de crédito em dez minutos. O valor cobrado para a emissão do boleto é de R$ 2,99.
Lojas querem aumentar fidelização
Outro empreendimento a apostar num crescimento para esse ano é o grupo DB. Mesmo sem informar a participação do cartão Clubedemais no total das vendas da rede varejista, o gerente de marketing, Guto Colbert, ressaltou que há uma nova campanha em curso para o cartão, direcionada principalmente ao público do Distrito Industrial. A expectativa é um crescimento de






