Vamos falar de marketing on-line?

Em: 10 de março de 2008
Empresas & Mercados
Empresas & Mercados

Com a internet, a sociedade em geral passou a gozar diversas vantagens, talvez inimagináveis há muito pouco tempo. Nos anos 90 eram poucos aqueles que tinham acesso a esta nova tecnologia de informação. Não poderia imaginar que a mesma se tornaria tão popular ou ainda que os mercadólogos estivessem diante de uma nova e poderosa ferramenta de marketing. Muitos foram os artigos escritos sobre esta “nova forma de se trabalhar o marketing”, batizada de Marketing on-line ou e-marketing. Futurólogos previram que a modalidade seria a sucessora do Marketing Convencional em 2 décadas.
Para avaliar este cenário vamos entender o que se considera como marketing convencional. São muitos autores que o conceituam, portanto, vamos sintetizar sua compreensão como um processo de troca entre organizações e a sociedade. As organizações desejam tornar seus produtos e serviços conhecidos e experimentados pela sociedade, para tanto, precisam trocar informações a fim de identificarem os desejos e necessidades de seus consumidores, visando aprimorar, lançar ou sustentar produtos ou serviços. É uma maneira da empresa promover-se em um sistema “ganha-ganha”, utilizando meios de comunicação tradicionais e ações em pontos de venda.
O marketing em geral trabalha o relacionamento com os consumidores visando a fidelização de sua marca. No caso do marketing on-line, não é diferente, apesar da necessidade da adaptar o conceito e as ferramentas a um ambiente virtual. No marketing on-line os produtos são comunicados através da web, que a cada dia evolui em termos de recursos tecnológicos. Os clientes são os internautas, que também crescem geometricamente em função da socialização dos meios. As transações são feitas em ambiente virtual, normalmente através de operadoras de cartão de crédito.
Admitir que o marketing on-line é o sucessor do marketing convencional é concordar que o comércio tradicional foi substituído pelo comércio eletrônico. Penso que isto acontecerá um futuro muito distante, daqui a muitas gerações, após a quebra de paradigmas muito fortes.
Diante de toda esta discussão é inegável que a web veio para ficar. O consumidor, as empresas, os governos e demais instituições jamais viverão sem esta ferramenta. A agilidade e interatividade proporcionadas são revolucionárias. Lembram quanto tempo para a emissão de uma certidão negativa de débitos? Ou de uma carta chegar ao endereço devido? Até mesmo para a simples consulta do saldo de sua conta bancária quando exigia um deslocamento à agência.
A internet gerou acesso maior e mais rápido a informações pessoais. O problema é que nossas caixas de e-mails lotam de spams e informativos que pouco nos interessam, mas, se formos analisar… Isto já acontecia em nossas casas nas caixas de correios com as malas diretas, cobranças ou cartas que as lotavam.
O marketing on-line deve ser o instrumento que poderá identificar os consumidores corretos para produtos e serviços, assim como a internet será a maneira de acessá-los, sensibilizando-os a realizarem a compra sem sair de casa. Não quer dizer exatamente que no futuro venhamos a ser anti-sociais, apenas poderemos utilizar o tempo melhor, fugindo de filas e engarrafamentos. Faith Popcorn, autora de Click, uma obra que fala de comportamento de consumo, afirma que um dos perfis do consumidor moderno será o encasulamento, comprar o que puder sem sair do seu casulo, ou melhor, da sua casa.

O poder do correio eletrônico

O correio eletrônico é fantástico. Podemos falar com pessoas em qualquer lugar do mundo em segundos. Podemos receber informações de qualquer lugar da mesma forma e por mais que existam os spamfóbicos -denominação criada agora para definir aqueles que não gostam de spam- ainda assim, nos pegamos abrindo e-mails que sabemos que são promocionais e muitas vezes compramos ou comparecemos a eventos cuja divulgação foi feita pela internet.
Existem muito mais vantagens do que desvantagens. Se não gostou do que recebeu, simplesmente delete, se g

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar