A relativa calmaria das Bolsas e o tom mais positivo dos negócios permitiu que o mercado de câmbio retomasse sua tendência predominante de baixa.
Profissionais relataram poucas operações nas corretoras, num reflexo da precaução natural de compradores e vendedores contra “novidades” no final de semana sobre o mercado de crédito imobiliário americano.
O dólar comercial foi negociado a R$ 2,027 para venda, em baixa de 3,19%, no encerramento dos negócios de sexta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,150 (valor de venda), com decréscimo de 4,86% sobre a cotação final de sexta-feira.
O Banco Central voltou a se ausentar do mercado e não realizou o seu habitual leilão de compra de moeda.
A autoridade monetária informou reservas internacionais de US$ 160 bilhões até ontem. Corretores mencionaram algumas poucas operações de importadores, que ficaram de fora dos negócios durante as turbulências de ontem.
O gerente de operações da Renova Corretora, Cristiano Zanuzo, está entre os profissionais de mercado que não contam com o retorno das taxas para R$ 2. “Temos que esperar, no entanto, o que vai acontecer no final de semana -se mais empresas vão anunciar problemas por causa das hipotecas dos EUA”, diz ele. “Reproduzo o que já ouvi de colegas de mercado e analistas de grandes bancos: a gente ainda não conhece toda a verdade do que aconteceu lá fora”, acrescenta.
Juros futuros
O mercado futuro de juros devolveu parte dos “exageros” dos dias anteriores. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,28%, contra 11,36% anterior. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada retraiu de 12,18% para 11,75%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada cedeu de 12,52% para 12,01%.
Bovespa fecha em alta
O mercado encerrou a semana mais turbulenta do ano em tom positivo. Contribuíram para o fechamento, primeiro, a percepção entre investidores de que a “Bolsa já caiu demais” e que algumas ações ficaram a preços oportunos; segundo, a ação do FED (BC americano), que promoveu um alívio geral entre as Bolsas de Valores.
O Ibovespa, indicador da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), finalizou o dia em alta de 1,13%, aos 48.559 pontos. Trata-se do primeiro fechamento positivo da Bolsa brasileira, após seis pregões consecutivos com desvalorização das ações. O volume financeiro foi alto: R$ 6,64 bilhões. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou 209 pontos, número 7,11% inferior à pontuação final anterior.
Pela manhã, as Bolsas asiáticas fecharam ainda sob efeitos do pânico que tomou conta dos mercados. O pregão japonês fechou com o seu menor resultado em um ano, derrubado pelo “fator medo”, como mencionaram analistas locais. As Bolsas européias também operavam com ações em queda.







