O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconheceu que o país “obviamente está passando por um momento difícil”, mas disse estar confiante na recuperação da economia.
“Todas as vezes, nossa economia voltou melhor e mais forte do que antes”, disse Bush. Ele destacou, em um evento no Economic Club, em Nova York, que essa não é a primeira vez em que a economia é abalada e que os problemas serão afastados.
Segundo Bush, a baixa taxa de desemprego no país e a produtividade sólida são sinais de que os fundamentos da economia ainda resistem -ainda que tenha reconhecido a alta nos preços dos combustíveis e dos alimentos e a queda nos valores dos imóveis, o que está na raiz das atuais crises imobiliária e de crédito e causando preocupações aos trabalhadores americanos.
Trabalho do
FED é elogiado
Bush aproveitou para elogiar o trabalho do Federal Reserve (Fed, o BC americano), que anunciou apoio a um acordo para ajudar o banco americano Bear Stearns e que está preparado para injetar liquidez para combater a crise de crédito. “Foi uma resposta forte do Fed e ela veio porque algumas empresas que tomaram dinheiro emprestado para comprar títulos no setor imobiliário precisam agora reparar seus balanços antes de fazer novos empréstimos”, disse Bush.
O Fed cortou sua taxa de juros cinco vezes entre setembro do ano passado e janeiro deste ano. A taxa de juros do banco passou no período de 5,25% ao ano para 3% ao ano. Os cortes vieram como parte da estratégia do Fed para evitar que a economia americana caia em uma recessão.
Bernanke ajudará donos de imóveis
O presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, disse que fará todo o possível para ajudar os proprietários de imóveis nos EUA que estiverem com problemas nos pagamentos de suas hipotecas e correndo risco de despejo.
Bernanke afirmou que o Fed está “fortemente comprometido a empregar toda a sua autoridade, experiência e recursos para ajudar a aliviar as preocupações” dos proprietários em dificuldades, disse Bernanke.
Ele destacou as ações já adotadas até o momento para auxiliar principalmente os mutuários que fizeram contratos de hipoteca dentro do segmento “subprime” (que reúne clientes com histórico de problemas de crédito).
Termos das
hipotecas
“Uma parte grande demais dos empréstimos nos últimos anos não foi nem responsável nem prudente”, disse Bernanke. “Os termos de algumas das hipotecas “subprime’ permitiram que os compradores de imóveis residenciais adquirissem propriedades além de suas possibilidades. Além disso, práticas abusivas, injustas ou enganosas levaram alguns clientes a hipotecas que não teriam escolhidos se tivessem sido melhor informados”. A crise das hipotecas de risco acabou por se alastrar no mercado de crédito de um modo geral, afetando inclusive categorias de clientes em melhor situação em termos de garantias e com histórico positivo de crédito.







