A balança comercial apresentou um saldo positivo de US$ 527 milhões na segunda semana de março. Trata-se do primeiro superávit após três semanas de resultados negativos. As exportações somaram US$ 3.494 bilhões e as importações, US$ 2.967 bilhões. No acumulado do mês, o superávit comercial está em US$ 368 milhões.
As vendas ao exterior totalizam US$ 6.722 bilhões e as compras, US$ 6.354 bilhões. Pela média diária (total movimentado por dia útil), as exportações estão com um saldo de US$ 643.1 milhões no mês, alta de 14,7% em relação ao mesmo mês de 2007. Já a média das importações é de US$ 600.1 milhões, alta de 45,9%.
A balança comercial acumula no ano um saldo positivo de US$ 2.194 bilhões, uma queda de 65,7% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 6.404 bilhões).
Até a segunda semana do mês, as exportações totalizam US$ 32.799 bilhões e as importações, US$ 30.605 bilhões, crescimentos de, respectivamente, 30,12% e 62,7%.
A meta do Ministério do Desenvolvimento é exportar US$ 180 bilhões neste ano. Não há meta para saldo da balança. Já o mercado financeiro espera que o superávit de 2008 fique em US$ 29 bilhões.
Política industrial fará substituição de importações
Na quinta-feira, o ministro Miguel Jorge (Desen-volvimento) afirmou que um dos objetivos da política industrial é fazer a substituição de importação em determinados setores. Ele ressaltou, no entanto, que não é uma política linear. Cada segmento terá iniciativas específicas.
“As medidas da política industrial têm um efeito indireto no aumento das exportações e como ela dará mais competitividade às indústrias, ela pode reduzir as importações. Por exemplo, em caso de determinados setores, fazer a substituição de importação”, afirmou.
Segundo o ministro, uma das forma para que isso aconteça é atrair para o Brasil empresas que vendam muito para o país. Ele lembrou que há dois projetos na área de saúde que prevêem a compra de grandes equipamentos sejam produzidos no Brasil. “A política industrial dará condições para que investimentos estrangeiros produtivos no Brasil venha com mais rapidez e substituam importações”.






