Luiz Inácio diz que críticas sobre PAC são ‘cretinice verbal’

Em: 20 de março de 2008
A bronca do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, ocorreu durante cerimônia fechada no Palácio do Planalto com gestores do PAC.
A bronca do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, ocorreu durante cerimônia fechada no Palácio do Planalto com gestores do PAC.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou de “cretinice verbal’’ as críticas que recebe sobre o suposto uso eleitoral do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) pelo governo federal. Para o presidente, se isso fosse verdade, não teria sentido fazer convênios com adversários.
“De vez em quando falam para mim que o governo utiliza o PAC eleitoralmente. Isso é de uma cretinice verbal que não tem lógica. Se fosse verdade porque haveria eu de fazer convênios com governador de São Paulo (José Serra, do PSDB) de R$ 8 bilhões, com o Rio Grande do Sul, Paraíba e Minas Gerais (também administrados pelo PSDB) que são meus adversários. (Além de convênio) de R$ 1,1 bilhão com a Prefeitura de São Paulo (administrada pelo DEM). Não é possível’’, afirmou Lula, em Foz do Iguaçu (PR).
Em entrevista após assinatura de contratos do PAC, o presidente ressaltou que daqui a 15 dias vai visitar vários Estados, inclusive São Paulo e Rio Grande do Sul, para anunciar obras do PAC, pois não leva em consideração o partido do prefeito ou do governador. O que importa, segundo Lula, é a necessidade do Estado ou da cidade.
“Quando vou numa cidade que o prefeito não é do PT, obviamente algumas pessoas do PT podem ficar de biquinho: “porque o presidente vai subir no palanque de outro candidato?” Não estou subindo com candidato, estou com quem de direito, naquele momento, representa o município’’, afirmou.

Informações
desenvontradas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma bronca hoje em seus assessores sobre a falta de precisão sobre o andamento das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Na reunião -que foi fechada para a imprensa-, Lula pediu mais empenho dos ministros na execução do PAC.
Inconformado com as informações desencontradas passadas por seus assessores em relação ao PAC, Lula exigiu explicações e disse que o presidente da República não pode passar por mentiroso. “Eu agora decidi que só vou citar número (quando) vier por escrito pelo ministro e assinado. O que eu quero dizer é: ‘segundo o ministro do Transporte, o ministro da Casa Civil e o ministro da Fazenda’. Porque qualquer um pode passar por mentiroso, menos o presidente da República”, afirmou Lula, em reunião com os gestores do PAC, no Palácio do Planalto.
A bronca do presidente da República ocorreu durante cerimônia fechada no Planalto com gestores do PAC. Lula ainda reclamou do atraso nas obras e dos dados desencontrados.
O presidente contou que freqüentemente recebe informações imprecisas sobre as obras do Programa de Aceleração do Crecimento, sem citar nomes de ministros nem de ministérios.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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