O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou de “cretinice verbal’’ as críticas que recebe sobre o suposto uso eleitoral do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) pelo governo federal. Para o presidente, se isso fosse verdade, não teria sentido fazer convênios com adversários.
“De vez em quando falam para mim que o governo utiliza o PAC eleitoralmente. Isso é de uma cretinice verbal que não tem lógica. Se fosse verdade porque haveria eu de fazer convênios com governador de São Paulo (José Serra, do PSDB) de R$ 8 bilhões, com o Rio Grande do Sul, Paraíba e Minas Gerais (também administrados pelo PSDB) que são meus adversários. (Além de convênio) de R$ 1,1 bilhão com a Prefeitura de São Paulo (administrada pelo DEM). Não é possível’’, afirmou Lula, em Foz do Iguaçu (PR).
Em entrevista após assinatura de contratos do PAC, o presidente ressaltou que daqui a 15 dias vai visitar vários Estados, inclusive São Paulo e Rio Grande do Sul, para anunciar obras do PAC, pois não leva em consideração o partido do prefeito ou do governador. O que importa, segundo Lula, é a necessidade do Estado ou da cidade.
“Quando vou numa cidade que o prefeito não é do PT, obviamente algumas pessoas do PT podem ficar de biquinho: “porque o presidente vai subir no palanque de outro candidato?” Não estou subindo com candidato, estou com quem de direito, naquele momento, representa o município’’, afirmou.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma bronca hoje em seus assessores sobre a falta de precisão sobre o andamento das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Na reunião -que foi fechada para a imprensa-, Lula pediu mais empenho dos ministros na execução do PAC.
Inconformado com as informações desencontradas passadas por seus assessores em relação ao PAC, Lula exigiu explicações e disse que o presidente da República não pode passar por mentiroso. “Eu agora decidi que só vou citar número (quando) vier por escrito pelo ministro e assinado. O que eu quero dizer é: ‘segundo o ministro do Transporte, o ministro da Casa Civil e o ministro da Fazenda’. Porque qualquer um pode passar por mentiroso, menos o presidente da República”, afirmou Lula, em reunião com os gestores do PAC, no Palácio do Planalto.
A bronca do presidente da República ocorreu durante cerimônia fechada no Planalto com gestores do PAC. Lula ainda reclamou do atraso nas obras e dos dados desencontrados.
O presidente contou que freqüentemente recebe informações imprecisas sobre as obras do Programa de Aceleração do Crecimento, sem citar nomes de ministros nem de ministérios.







