Anac libera aeroporto interditado

Em: 28 de março de 2008
Mato Grosso
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Interditado desde o começo de fevereiro por questões estruturais que ameaçavam a segurança dos vôos, o Aeroporto Nelson Martins Dantas, na cidade de Cáceres (MT), voltou a funcionar para pousos e decolagens durante o dia. Apesar da revogação da interdição ter sido publicada no último dia 18, o administrador do aeroporto, Odemar Luiz de Moraes, afirmou que as operações só foram normalizadas no domingo, 23.
A liberação do Nelson Dantas ocorreu dias antes do anúncio feito na última terça-feira pela presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira, de que a agência estuda flexibilizar normas operacionais relativas obrigatoriedade de equipamentos de segurança aeroportuária para evitar o fechamento de aeroportos em todo o país. No última sexta-feira, o diretor da Anac Alexandre Gomes Barros deve explicar os problemas de segurança nos aeroportos de pequeno e médio porte e detalhar a proposta da agência.
Como o Nelson Dantas não possui equipamento de raio X ou detectores de metais, o administrados do aeroporto disse concordar com a proposta da Anac. É melhor relaxar [as exigências], pois o governo não irá investir para equipar os aeroportos. O movimento [no aeroporto de Cáceres] é pequeno e não há retorno financeiro [que justifique os gastos]. De acordo com Moraes, o aeroporto atualmente opera com cinco vôos diários.
Segundo a assessoria da Anac, o Nelson Dantas foi interditado após os técnicos da agência terem encontrado, em março de 2007, várias irregularidades no local, como a falta de cercas e de sistema de segurança, além da necessidade de que fosse feita a limpeza de todo o entorno do aeroporto. De acordo com Odemar Luiz de Moraes, o aeroporto não funciona noite desde 2003, pois o balizamento da pista está pifado.
Após a suspensão das operações, o governo mato-grossense apresentou um plano de recuperação do Nelson Dantas. A Anac garante que as correções necessárias para a operação diurna foram feitas, permitindo que o aeroporto fosse liberado. A gestão do equipamento é dividida entre o governo do estado e a prefeitura, que consertou os pontos em que a cerca estava quebrada e limpou a lateral da pista. Moraes diz que, além do balizamento, ainda falta isolar a pista com um alambrado que impeça a passagem de animais.
Inaugurado há dez anos, o aeroporto consumiu cerca de R$ 5 milhões em sua construção. Com uma pista de 1.850 metros (a pista principal do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, tem 1 640 metros), o aeroporto foi concebido como uma alternativa ao da capital Cuiabá, a 170 quilômetros. As expectativas não se concretizaram.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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