A pesquisa científica e tecnológica no Amazonas terá um aporte superior a R$ 200 milhões para este ano se somados os recursos de instituições estaduais, como a Fapeam (Fundação de Amparo a Pesquisa no Estado do Amazonas) e a UEA, aos recursos federais. A informação é da Sect (Secretaria de Ciência e Tecnologia). Somente da Fapeam estão previstos cerca de R$ 55 milhões, enquanto que do CNPq, pelo menos outros R$ 20 milhões.
Ao ser apresentado o balanço dos resultados da parceria entre a Fundação e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), foi lançado ontem o primeiro edital do RHAE (Programa de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas) e a 4ª edição do Pibic Jr. (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior).
De acordo com o presidente do Conselho, Marco Antônio Zago, o RHAE é fundamental para fixar pesquisadores nas empresas. “Os recursos estão sendo maiores ano a ano, e é importante que as empresas estejam dispostas a investir em pesquisas”, afirmou, admitindo ser o PIM (Pólo Industrial de Manaus) um possível grande vetor de desenvolvimento tecnológico e de permanência de doutores na região.
“É preciso que ofereçamos oportunidades para que esses pesquisadores se instalem aqui. Programas como esse favorecem essa fixação e irão colaborar para reduzir a diferença que há entre outras regiões do país”, disse Zago.
Amazonas aplica em C&T
De acordo com o titular da Sect, José Aldemir de Oliveira, o Estado vem investindo um volume crescente já há alguns anos. Prova disso é que desde 2003 os investimentos feitos, somente através da Fapeam, são de R$ 113 milhões. “Esse dinheiro tem sido aplicado em pesquisa, formação de pessoal e infra-estrutura”, explicou o secretário.
Na sua quarta edição, o programa de iniciação científica voltado aos estudantes da 5ª série do fundamental ao 3º ano do ensino médio, oferecerá 250 bolsas anuais financiadas pelo CNPq e 100 bolsas financiadas pela Fapeam. Cada instituição receberá o equivalente a 40% dos investimentos das bolsas revertidos em auxílio-pesquisa. No total, serão investidos R$ 1,2 milhão do Conselho e R$ 1,28 milhão da Fundação.
Uma ação do Ministério da Ciência e Tecnologia, o Pibic Jr. é uma iniciativa voltada genuinamente a formação científica de base. Para o presidente da Fundação, Odenildo Sena, se hoje o quadro de pesquisadores é reduzido e existe uma dificuldade em se mobilizar recursos humanos para a pesquisa, isso se deve em parte ao fato da ciência ser posta de lado nos centros de ensino. Podem participar do programa instituições de pesquisa ou ensino superior, escolas técnicas e agrotécnicas que atuam no ensino médio.







