Mais uma vez, e merecidamente, o eterno defensor do setor agropecuário regional, Eurípedes Ferreira Lins, é homenageado na Câmara Municipal de Manacapuru, cidade conhecida como “Princesinha do Solimões”. Ao longo dos últimos anos, e por ter o privilégio de fazer parte do vasto círculo de amigos e admiradores de seus posicionamentos, venho acompanhando às inúmeras e justíssimas homenagens que esse caboclo de Fonte Boa vem recebendo dos mais diversos segmentos da sociedade. Entre elas, destaco o reconhecimento do Exército, Marinha, Comércio, Indústria, Assembléia Legislativa e, por último, do Imperador Japonês pelos inestimáveis serviços prestados, em 1960, à Colônia Japonesa radicada em nossa cidade, mais precisamente ao longo da Rodovia AM-010.
O escritor Gaitano Antonaccio tem uma definição primorosa para o “soldado 613”, como era conhecido o dr. Eurípedes quando prestou serviços ao exército brasileiro. Antonaccio diz que Eurípedes é um “guerreiro em luta constante, um soldado incansável, combatendo nos mais diversos campos de batalha, usando as armas da inteligência e da palavra, digladiando com as maiores autoridades do país, e até no campo internacional, para defender o Amazonas e resolver os seus problemas. Homem cuja origem vem de uma boa fonte, pois nasceu no dia 3 de fevereiro de 1926, convivendo com a natureza exuberante, apaixonou-se pela agricultura”.
Em Manacapuru, tinha algo diferente….
Apesar das significativas homenagens já recebidas e contabilizadas por Eurípedes Lins, percebi, na última sexta-feira (04), que a solenidade de Manacapuru tinha um ar diferente, tinha um “algo mais”, afinal de contas, estávamos no município com a maior produção de fibras do território brasileiro. Estávamos, também, à apenas vinte ou trinta metros das águas barrentas do Rio Solimões.
Enfim, estávamos envolvidos, cercados, em tudo e por tudo que o dr. Eurípedes sempre defendeu, defende e defenderá por muitos anos. Pois, não dá pra falar de fibra, sem lembrar de Eurípedes. Não dá pra falar de malva, sem lembrar de Eurípedes. Não dá pra falar de juta, sem lembrar de Eurípedes. Não dá pra falar em preço mínimo, sem lembrar de Eurípedes. Não dá pra falar de PGPM, sem lembrar de Eurípedes. Não dá pra falar de Castanha-do-Brasíl, sem lembrar de Eurípedes. Não dá pra falar de Guaraná, sem lembrar de Eurípedes. Não dá pra falar de borracha, sem lembrar de Eurípedes. Não dá pra falar de pecuária, sem lembrar de Eurípedes. Enfim, não dá pra falar de “bubuia”, “caboclo” e de “Selva”, sem lembrar do presidente da FAEA, nos últimos 46 anos.
Resumindo, no Amazonas, as palavras “fibras”, “juta”, “malva”, “castanha-do-brasil”, “preço mínimo”, “PGPM”, “guaraná”, “pecuária”, “bubuia”, “caboclo” e “Selva” são sinônimos de “Eurípedes” hoje, e sempre. Por estarmos perto de tudo isso, ou seja, do habitat rural, foi este, sem dúvida alguma, o motivo da solenidade de Manacapuru ter sido diferente e altamente positiva. O tambaqui (assado e cozido) e o doce gelado de tapioca e cupuaçu, servidos no almoço, confirmam a proximidade da produção rural.
Parque de Exposição Agropecuária “Eurípedes Lins”
Sinceramente, até a presente data, ainda não entendi o motivo do nosso Parque de Exposição não ter recebido a denominação de “Eurípedes Lins”. É, no meu entendimento, um ato da mais expressiva justiça e de reconhecimento ao maior representante do setor rural amazonense. Desde 2004, passados quatro anos, venho propondo a seguinte mudança: O auditório existente nas dependências do Parque passaria a se chamar “Angelino Beviláqua” e, o Parque de Exposição, receberia o nome de “Eurípedes Lins”.
Foi ele o responsável pela plantação de seringueiras que hoje embelezam o local. Iniciou a atividade de avicultura e foi o responsável pela realização da primeira Exposição Agropecuária do Estado. É considerado um dos maiores defensores da mais rica, misteriosa e exuberante floresta tropical do mundo: a Amazônia. É autor de vários livros que ab







