A consciência

Em: 4 de abril de 2025

A Universidade Stanford conferiu o título de doutor em física experimental a Nick Herbert, seguindo-se que durante anos ele figurou como cientista sênior da Memorex Corporation, no Vale do Silício, e trabalhou nas áreas de magnetismo, eletrostática, óptica e termodinâmica.
Ele escreveu o livro A realidade quântica e ensinou ciência em todos os níveis (do jardim de infância à pós-graduação). Lembra do teorema de Bell (sobre não localidade)? Nick Herbert criou a demonstração matemática mais concisa para essa característica revolucionária do universo, demonstrando a interconectividade fora do espaço e do tempo. Em que ele está envolvido agora? Na consciência, com toda a aplicação!
“Minha crença é que a consciência é o problema mais difícil”, diz, ” e a física encontrou seu lugar graças aos problemas fáceis (…) Podemos descobrir todas as forças e todas as partículas da natureza — essa é a seara da física –, mas, e depois ? Depois teremos de enfrentar algum desses problemas mais difíceis — a natureza da mente, de Deus, e problemas maiores que ainda nem sabemos como formular ”
O que é a consciência ? Todos nós a temos. (Não temos?) Todos somos seres despertos, conscientes. (Nos bons dias.)
Vimos que a física quântica, em sua busca por respostas sobre a realidade e a percepção, esbarrou na consciência. “Ela” está sempre conosco: toda percepção de experiência, pensamento, ação e interação se desenrola no campo da consciência.
A consciência é fundamental em tudo que fazemos — arte, ciência, relacionamentos, vida; é uma constante em nossas vidas. No entanto, a ciência fez pouco para examiná-la a fundo Segundo Herbert, em seus quase 400 anos de vida, “a ciência fez um imenso progresso na compreensão do universo físico em todas as escalas, do quark ao quasar”, mas a consciência permanece “um buraco negro intelectual”.
Tanto na física quanto na psicologia muitos cientistas ainda vinculados ao paradigma materialista/newtoniano descartam a consciência como mero produto do funcionamento cerebral. (A expressão mais utilizada por eles é , epifenômeno, o que significa ser essencialmente um efeito colateral ou subproduto.) Basicamente isso sustenta que o eu percebido por você é um acidente da evolução e que, quando o cérebro morre, o acidente desaparece e a embalagem se reúne aos outros envoltórios decompostos no depósito de lixo.
Uma pergunta difícil. Se a consciência é tão importante e fundamental, por que se sabe tão pouco sobre ela? Uma explicação é que isso é como procurar os óculos quando eles estão sobre o nariz — como estão sempre ali, não são vistos. Outra razão é estarmos vivendo uma era extremamente materialista, dominada por uma ciência materialista; em outras palavras, nossa cultura está interessada no que está “lá fora”, e não muito interessada no que se passa “aqui dentro”.
Mesmo quando voltamos a atenção para dentro, estivemos mais interessados no conteúdo da consciência, no material que povoa as redes neurais — pensamentos, sonhos, planos, especulações —. do que na consciência propriamente dita.
Estamos interessados nas imagens do filme, mas nos esquecemos que sem a tela para projetá-las não haveria nada.
Porém, a razão mais importante provavelmente é o fato de a consciência não se enquadrar no paradigma newtoniano. Ela não é feita de um material mensurável. Não se pode medi-la. E a maioria dos cientistas permanece mergulhada na visão de mundo cortada ao meio por Decartes há centenas de anos: o intangível, o imaterial, o espiritual estão para sempre separados do físico. Dessa forma, para explicar a consciência, eles têm apenas os fenômenos químicos que se passam no cérebro e nos circuitos neurais. Seguindo esse paradigma, os cientistas chegaram ao ponto de chamar a consciência de anomalia.
O quê? A minha consciência, a sua consciência, o fato básico de nossa existência é uma anomalia — um” desvio da normalidade”?
O fato é que a ciência atual não dispõe de referência para entender a consciência. É uma “pergunta difícil” — portanto, muitos cientístas voltaram as costas a ela e se dedicaram a outras coisas; procedimento padrão quando paradigmas são questionados (e o sustento das pessoas está em jogo). O físico e filósofo Peter Russel observa: “Quando as anomalias em um paradigma aparecem, geralmente são ignoradas ou rejeitadas”.
Como bolas de bilhar. No final do século XIX, a doutrina padrão era o modelo newtoniano segundo o qual o mundo era semelhante a um mecanismo gigantesco cheio de elementos sólidos que esbarravam uns nos outros como bolas de bilhar. Como destacou o físico da Universidade de Columbia, David Albert, “isso foi muito satisfatório até meados do século XIX, quando as pesquisas sobre o eletromagnetismo, realizadas por pesquisadores como Faraday, culminando no final do século com o trabalho de Maxwell, começaram a mostrar que as partículas não eram mais o catálogo completo dos móveis do universo.”
Este estudo acima sustenta que a consciência é fundamental e a energia-matéria é o produto da consciência, é assim…
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É advogado (OAB/AM)436.Contato:bosco@jackmonthadvogados.com.br.

Bosco Jackmonth

* É advogado de empresas (OAB/AM 436). Contato: bosco@jackmonthadvogados.com.br
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