O Brasil entrou o ano participando ou assistindo a maior demonstração democrática do século XXI. O povo nas ruas e em frente aos quartéis desafia a ditadura de toga, exigindo transparência, tanto das urnas como detalhes jurídicos que permitiram um candidato criminoso concorrer às eleições. Mostram ao mundo todo o significado da palavra “democracia”. Mostrando que está acima das decisões monocráticas, das ameaças à liberdade e principalmente ao cerceamento do pensamento. O combustível para essa manifestação está na reação do judiciário e o reconhecimento internacional da fraude às urnas.
Do outro lado está um governo colocado no poder pelo sistema, numa imitação de eleição apoiado pelo judiciário opaco. O partido de esquerda sempre foi estilingue e quando se tornou vidraça, não sabe agir. Em vez de trazer transparência, mete os pés pelas mãos. Não oferece a explicação que o povo exige, fomentando discordância sempre maior. Promove ameaças, distorce notícias, tentando amedrontar ao povo que ocupa a praça dos três poderes e os pátios do Palácio do Planalto de maneira ordeira e pacífica. Enquanto isso a “democracia” é exercida por um único juiz do supremo de passado duvidoso que legisla, executa, julga, condena. De quebra se faz de vítima de “atos antidemocráticos” exercidos pelo povo, senhor absoluto da democracia, portanto com todo o direito de exercê-la.
Enquanto o STF e TSE pisoteiam a Constituição e, quando se acredita que nada de novo possa surgir, este mesmo “Superior Tribunal” tenta criminalizar os apoiadores das manifestações, bloqueando as contas bancárias, antes mesmo de saber quem é quem. Pior que isso: autoriza a quebra do sigilo telefônico de todos que de fato, ou supostamente, tenham apoiado ao presidente deposto. Um ministro da justiça, que tem mais processos que 99% da população comum, procura tachar como “criminosos” os seus adversários impedindo-os de assumirem cargos públicos. O mesmo ministro coloca como ponto de honra a apuração do assassinato de uma vereadora, mas se preocupa em engessar as investigações sobre o atentado ao presidente deposto.
A quebra do sigilo telefônico vai criar uma nova atividade dentro do judiciário cujo nome não sabemos. Talvez seja o ouvidor de gravações telefônicas ou o leitor de mensagens privadas. Ainda não se sabe quantas pessoas bem nutridas serão contratadas para ouvir fofocas, nem como serão pagos. Será por hora ou por produção. Serão pagos por número de conversas suspeitas denunciadas? Ou será por pessoa efetivamente presa? Será um novo tipo de investigador ou as conversas serão simplesmente transcritas. Se for uma página por dia, teremos aproximadamente 200 milhões de folhas de papel almaço. Vai surgir mais um problema. Prédios para “arquivar” estas transcrições precisam ser construídos.
Enquanto isso, a grande imprensa continua com seu serviço de desinformação. Os manifestantes por 60 dias foram ordeiros e pacíficos. Nos últimos dias foram infiltrados terroristas profissionais que promoveram atos de vandalismo. Isso pela rede Globo foi classificado de “golpismo antidemocrático” e obviamente atribuído aos adversários. Sim, a imprensa no Brasil, assim como o judiciário. Tem lado. Quando a imprensa noticia é tendenciosa ou flagrantemente ativista. Ela que jamais reconheceu o movimento como legítimos, nem deu a ele a cobertura que se espera de um veículo neutro, está presente quando ocorre um ato de vandalismo. Não é estranho?
Deus livre o Brasil do “amor” da esquerda. (Luiz Lauschner)







