Manaus é uma terra muito abençoada por DEUS. Em seus 356 anos de história (comemorados em 24 de outubro de 2025) é uma cidade que nunca deixou de se reafirmar, de se reinventar e de se superar. Capital do maior estado em extensão territorial do Brasil (Amazonas), o Município nasceu a partir da então ‘Fortaleza de São José do Rio Negro’, sendo elevado à categoria de cidade no ano de 1883, já com o nome Manaus. Muito próxima à confluência de 2 dos principais rios amazônicos: o Rio Negro e o Rio Solimões (que formam o Rio Amazonas) e dona de um bioma de grande importância, Manaus é o principal centro econômico, político e demográfico do Norte do Brasil. Possui uma biodiversidade ímpar, com belezas naturais e urbanas admiráveis e uma população acolhedora. E esta importante localidade brasileira completou mais um aniversário no último dia 24 de outubro.
Uma cidade pujante, de imenso potencial nas mais diversas áreas. Considerada a Metrópole da Amazônia, é a cidade-sede da maior região metropolitana do norte do País, agregando em seu território mais da metade da população do estado do Amazonas. Abriga a Zona Franca de Manaus – modelo de desenvolvimento econômico de extrema importância para o Estado, para a Região e para a Nação. Foi palco do apogeu econômico do ‘Ciclo da Borracha’ e da exploração do látex na Floresta Amazônica. Durante este período houve uma grande expansão, crescimento e prosperidade em sua estrutura. Esa época ficou conhecida como “Belle Époque” (de 1890 a 1920). Em virtude disso, Manaus passou a ter benefícios como eletricidade, sistema de água encanada, esgotos, museus e cinemas, por exemplo; que foram construídos com base no padrão europeu, a ponto desta capital ficar conhecida como a “Paris dos Trópicos”, diante de todo o requinte de sua arquitetura. Um dos mais simbólicos monumentos desta época até os dias atuais é o nosso lindo e suntuoso Teatro Amazonas.
Esta aqui é terra de um povo aguerrido, hospitaleiro, ativo, caloroso, gentil, fraterno e batalhador. Temos um verdadeiro celeiro de oportunidades para todos os que aqui se estabelecem para viver, sejam estes brasileiros ou estrangeiros. A nossa Capital também é banhada pelo maior rio de água doce do mundo e onde está também a maior bacia hidrográfica do Planeta. Como mencionado anteriormente, na área econômica temos a Zona Franca de Manaus, um parque industrial incentivado, cuja importância excede a vertente financeira, uma vez que além de representar superávit para os cofres públicos do Brasil, também é um modelo de desenvolvimento socioeconômico que contribui significativamente para a preservação/conservação ambiental.
Todavia, a abertura comercial do Brasil na década de 1990 (que foi necessária) também trouxe abalos ao Polo de Manaus; além das recorrentes ameaças que o parque fabril amazonense sofre por meio de iniciativas (especialmente de parlamentares e empresários de alguns outros estados) que visam retirar as condições de vantagem garantidas pela Constituição Federal Brasileira de 1988 a este projeto exitoso. É importante reiterar que o Modelo Zona Franca beneficia, e muito, o Brasil como um todo. Contudo, dada a importância da manutenção e modernização desta política pública de desenvolvimento regional, temos também diversas outras alternativas e potencialidades de matrizes econômicas para serem agregadas a esta, de forma a tornar o Amazonas uma referência mundial em desenvolvimento de biotecnologia, de economia verdade, de bionegócios, de serviços, de turismo, de exploração sustentável de minérios (como o nióbio e o potássio) e de produção em larga escala de alimentos e medicamentos oriundos da nossa terra, como o pescado, o açaí e outros.
O nosso estado e a nossa capital têm tudo para dar um salto de qualidade e estar na vanguarda do progresso aliado à sustentabilidade, sem necessitar de qualquer pseudoativismo ambiental radical. Até porque Amazonas cumpre muito bem o seu ‘dever de casa’ quanto à essa questão. Tanto é desta forma que segundo dados do ‘Mapbiomas’, por exemplo, ele foi o estado brasileiro que menos sofreu com o desmatamento em 40 anos (entre 1985 e 2024) , mantendo a maior parte de sua cobertura florestal. Além disso, segundo estes estudos, também continua a figurar entre os lugares com maior proporção de vegetação nativa, com 95% de área. E isso não é de agora. Tanto é assim que de acordo com o Instituto de Inteligência Socioambiental Estratégica da Amazônia (Piatam), no ano de 2019, o Amazonas tinha 96% de sua área florestal preservada. Todavia, deve-se entender que meio-ambiente não é antagônico à economia. Pelo contrário. É preciso utilizar os recursos naturais com racionalidade, mas não deixar de utilizá-los em benefício da população.
Dentre vários obstáculos que nossa terra ainda enfrenta, está o radicalismo ambiental por parte de alguns militantes que, de forma arbitrária, tentam impedir que novas formas de desenvolvimento socioeconômico sejam implantadas na cidade e no Amazonas a partir da exploração sustentável do meio ambiente, por exemplo. Outros ativistas dificultam, a qualquer custo, o asfaltamento da estrada BR-319 (por interesses mesquinhos e uma visão retrógrada), o que impede o Amazonas de ter, ao menos, uma ligação terrestre com o restante do Brasil.
Está mais do que na hora de discutirmos estes temas de maneira franca, fundamentada e levando em conta os interesses de quem realmente importa: o povo manauara e amazonense em geral. Precisamos urgentemente de soluções profícuas para a questão deste tenebroso isolamento geográfico e dificuldades logísticas pelo qual passa o nosso Estado há tanto tempo. Também faz-se necessário vencer o preconceito/desconhecimento de outras partes do Brasil, que não sabem (ou não procuram saber) o valor, a potencialidade e as belezas que a capital amazonense realmente possui.
É mais do que chegado o momento de termos um investimento massivo em infraestrutura, em pesquisa, em desenvolvimento e em tecnologia, com a valorização do capital intelectual da nossa região. Manaus e o Amazonas são uma riqueza incomensurável para qualquer espaço da Terra. Por outro lado, na questão das empresas instaladas aqui em nosso Polo Industrial, é preciso ter a consciência de que de nada adiantará manter os incentivos fiscais se o nosso Distrito não se adequar à nova realidade mundial tecnológica e de valor agregado, como por exemplo, das indústrias 4.0, 5.0 e da internet das coisas.
O fato é que temos tudo para nos tornarmos uma potência internacional. Basta que o poder público e a população compreendam de fato tudo o que temos, tudo o que somos e aonde podemos chegar. Todos precisamos fazer a nossa parte para que a nossa linda cidade alcance tudo o que merece, diante de toda a importância que possui para o Norte, para o Brasil e para o mundo. Parabéns, minha Manaus, nossa terra querida!!! Que DEUS abençoe a todo o nosso povo sempre, em Nome de JESUS!







