A inteligência artificial (IA) é uma ferramenta poderosa e, cada vez mais, ocupa espaço nas escolas e universidades, inclusive em publicações científicas de áreas relacionadas não apenas à computação, mas também à psicologia, à engenharia ou à medicina. Tendo em vista a preocupação dos professores com o uso crescente e equivocado das IAs nas escolas e universidades, este artigo apresenta sete ações para que os alunos utilizem as IAs com sabedoria em suas atividades acadêmicas, com base em recomendações científicas.
A IA é uma realidade irreversível e tem recebido atenção crescente da comunidade científica. Uma análise bibliométrica feita pelo autor [1], via Lens.org, revela a existência de cerca de 149523 artigos científicos, livros, capítulos de livros ou artigos de conferências, contendo no título e no resumo, o termo “Artificial Intelligence”. O número de publicações vem crescendo anualmente, saltando nos últimos dez anos, de 422 (268 artigos científicos) em 2016 para 41760 (35118 artigos científicos) publicações em 2025, destacando-se publicações da Universidade de Harvard (1072), Clínica Mayo (891), Universidade de Stanford (698), Universidade de Toronto (617), Colégio Universitário de Londres (569) e Universidade de Oxford (568), bem como as seguintes áreas: Ciência da Computação (110211), IA (100013 publicações), Psicologia (36674), Engenharia (35676) e Medicina (33832).
Apesar do crescente interesse da academia, nas salas de aula e nos laboratórios, não tem sido raro que professores recusem ou atribuam nota baixa aos alunos por mau uso de IA. Então, seguem abaixo sete ações para ajudar o(a) aluno(a) a utilizar sabiamente esta poderosa ferramenta.
1) SEGUIR AS DIRETRIZES INSTITUCIONAIS
Em primeiro lugar, deve observar as diretrizes institucionais do curso, da unidade ou da universidade relativas ao uso de IA nas atividades acadêmicas. Estudos científicos envolvendo o assunto, enfatizam que a integração da IA no ensino superior gera oportunidades e desafios, que deve ocorrer com integridade acadêmica, transparência e validação humana, tornando-se necessário observar as diretrizes institucionais ou editoriais dos jornais científicos para evitar a má conduta, uso indevido e/ou preservar a autoria do estudante [2] [3] [4] [5] [6].
2) AGIR COM ÉTICA E SENSO CRÍTICO
Em segundo lugar, é preciso agir com ética e senso crítico para revisar com cuidado o que foi gerado, evitando o famoso Ctrl+C + Ctrl+V nos textos, uma vez que respostas de IA podem parecer plausíveis, mas podem conter alucinações, falsidades, imprecisões ou omissões [7] [8] [9].
3) LER LIVROS E REGISTRAR À MÃO
Em terceiro lugar, não abandone o hábito de registrar, escrever, ler bons livros impressos ou artigos. Infelizmente, nas salas de aula, os professores presenciam alunos preguiçosos, sem caderno, sem notebook, sem tablet, não anotam nada. Por se confiarem na memória ou nas IAs, “estudam” em cima da hora, ou no momento de fazer alguma coisa que vale ponto.
Essa é uma atitude típica de alunos de baixo desempenho, pois estudos revelam que o melhor resultado no aprendizado vem da leitura, das anotações feitas à mão e das revisões destas anotações [10] [11][12][13][14];
4) AGIR DE FORMA INDEPENDENTE
Em quarto lugar, seja capitão do seu destino, em vez de se tornar escravo(a), dependente das IAs, por meio das seguintes dicas:
Dica 1) Use a IA como apoio, não como substituta do seu cérebro, do seu raciocínio lógico. Neste sentido, a IA deve complementar o seu trabalho, preservando a autoria e a sua verificação humana [4] [5] [6];
Dica 2) Confira e valide tudo antes de entregar [2] [3] [4] [5] [6];
Dica 3) Declare de forma transparente quando usou a IA, conforme dicas sugeridas na seção 6 [4] [5] [6] ;
5) CONHECER BOAS FINALIDADES DAS IAS
Com base nas fontes disponíveis, a IA pode ser usada corretamente nas seguintes finalidades acadêmicas, desde que não substitua a autoria e a verificação humana [1] [2] [3] [5] [7] [8] [15] [16] [17] [18][19] [20][21] [22][23][26]:
- Revisão gramatical e melhoria da clareza textual;
- Busca inicial de artigos científicos, documentos técnicos, oficiais e organização de palavras-chave;
- Resumo preliminar de textos acadêmicos, com conferência posterior pelo estudante;
- Geração inicial de código HTML em atividades de programação;
- Apoio à criação de figuras a partir de dados coletados, organizados e revisados pelo autor;
- Extração e limpeza preliminar de dados;
- Brainstorming e organização de ideias;
- Tradução de textos e apoio à escrita técnica;
- Depuração de código e esclarecimento de conceitos;
- Apoio à aprendizagem e à personalização do estudo.
Esses usos são legítimos quando a IA atua como ferramenta de apoio e o estudante permanece responsável pela seleção, interpretação, validação e versão final do trabalho. Nas áreas de engenharia e de computação, a literatura também apresenta aplicações na escrita acadêmica, na programação e no desenvolvimento de software, reforçando o potencial pedagógico dessas ferramentas.
6) SABER DECLARAR O USO DA IA
A transparência é parte central do uso ético da IA, e as fontes recomendam que o(a) autor(a) declare objetivamente como a ferramenta foi empregada.
Três sugestões de declaração são:
E1) Durante a preparação deste trabalho, o(s) autor(es) utilizou(aram) [NOME DA FERRAMENTA / SERVIÇO] com a finalidade de [FINALIDADE]. Após a utilização, o conteúdo foi revisado e editado pelos próprios autores, que assumem total responsabilidade por todas as informações apresentadas no artigo publicado.[25]
E2) Durante a preparação deste texto, o autor usou o Gemini 2.5 Pro do Google e o GLM 4.5 da Z.ai em setembro de 2025 para brainstorming, avaliação do texto e melhorias gramaticais e semânticas no texto. Após o uso destas ferramentas, o autor revisou e editou o conteúdo em conformidade com o método científico e assume total responsabilidade pelo conteúdo da publicação [26].
E3) Este texto foi elaborado e corrigido com o auxílio do DeepSeek (V3.2), em março de 2026. Após o uso destas ferramentas, o autor revisou e editou o conteúdo e assume total responsabilidade pela publicação [27].
A IA pode contribuir de modo significativo para o ensino, a pesquisa e a produção acadêmica, desde que seja usada com responsabilidade, com revisão humana e com transparência. O principal desafio dos gestores e professores não é proibir a ferramenta, mas sim definir limites éticos e pedagógicos claros para que ela apoie o aprendizado sem substituir o raciocínio do estudante. Neste sentido, o próximo artigo focará em diretrizes para ajudar os gestores educacionais a treinar professores e alunos, preparando-os de forma eficiente para integrar a IA como recurso complementar, preservando a autoria, a criticidade e a integridade acadêmica.
Obs: As IAs Leapspace, Claude e Perplexity foram usadas para o auxílio redacional, checagem de fontes e organização de referências, sempre sob revisão crítica do autor. As referências encontram‑se em https://tinyurl.com/3n86s53d







