Apresentação do livro “mulheres” de: Almir Diniz (memória palestra)

Em: 5 de janeiro de 2026

Sr. Presidente em exercício da Academia Amazonense de Letras Dr. Almir Diniz, Senhores acadêmicos aqui presentes, autoridades senhores e senhoras convidados a esta solenidade nesta Casa de Letras onde é lançado mais um dos livros do acadêmico e vice-presidente do Silogeu Almir Diniz. O livro pertence a um mundo poético, precípuamente contém sonetos que Josué Montello da Academia Brasileira de Letras analisou como de “grande maestria”. As páginas de poetismo tem por titulo: “MULHERES”. Abro aqui um parêntese para ressaltar ser esta a segunda vez que faço a apresentação de um livro seu: O primeiro foi “O Mercador de Sonhos & Outros Contos” quando adentrou no universo sedutor do relato breve, no ano de 2001.SOBRE “MULHERES”, Almir inspira-se nas mulheres mitológicas, nas das variadas etnias, na diversidade de seus aspectos exteriores e interiores e até em seu Gênesis Sartre, bem o afirmava que as palavras são atos. E que uma obra teatral, um ensaio e a poesia comprometidos com a atualidade podem mudar o curso da história do mundo. Ou o curso da historia de cada um. De toda sua sensibilidade, pinço um soneto a representar todos os outros. É o intitulado “CANTO DE LIBERDADE” que o poeta classificou como VITRINA (vitrine – no francesismo) ou seja o que exibe toda a essência do ser mulher. Eis a poesia “in memoriam’” a Violeta Branca. Mulher de vanguarda, de visão futurística e talento nato que em 1935 alcançou a glória de pertencer a esta academia, com seu livro “Ritmos de Inquieta Alegria”. Canto de Liberdade/No silencio do tempo, ouvi teu canto como um clarim de luz, de eternidade! nos teus versos de plena ansiedade/há “rithmos inquietos”, quase pranto..Meus tímpanos captaram teu acalanto ébrio de rebeldia e liberdade-coroa a te cingir a mocidade de enlevo, de ternura.. e até de espanto./Teus poemas havidos de momentos sublimados de amor e de tormentos.- fragmentos de urdidura liberal..1dão-te poeta, a palma peregrina de musa humana, esteta e cerebrina a ofuscar sóis com teu halo imortal Tenho uma intuição suprema que após este “MULHERES” e suas múltiplas feições, Almir Diniz propiciará a nós sua continuidade. Quiça uma trilogia! Em um deles enfocará outras facetas femininas Apresentará em seus sonetos superlativos, denúncias contra todas formas de abuso e domínio, todas formas de marginalização e violência, todas as formas de escravidão que ainda no terceiro milênio impedem sua total libertação. No último volume, com minha imaginativa visão, dedicará a seus versos ao perfil de grandes mulheres, principalmente as contemporâneas como Madre Teresa de Calcutá, Imã Dulce, Dra. Zilda Arns, a bela artista Audrey Hepburn e a nobre Lady Diana para citar apenas algumas com seus lutos e lutas. Todas elas dedicadas à causados desvalidos da sorte. EXORTACÃO AO POETA Neste momento exorto ao acadêmico Diniz e parafraseando o poeta Drummond digo: Vai, Almir! Vai ser guache na vida! Continua promovendo com a policromia do lirismo, o gênero feminino! Não permitas nunca que usem a antiga frase-emblemática de “Louvado sejais Senhor porque não me fizeste mulher”. Frase esta feita bendição e exigida por lei na Palestina Antiga nas glorificações diárias a Deus no templo MARIA À MÃE DE DEUS, neste natal mostra seu menino na manjedoura os que ali se aproximavam, já Almir- fez o cartão de natal à sua Mãe… Mãe dos primeiros passos seus… Eleva ao zênite, a dignidade feminina nesses três volumes de “Mulheres” que meu particular pensamento antevê. Persiste tecendo fio por fio suas verdades integrais feito túnica inconsútil. Indivisível. Sem costuras. Assim como o era a túnica que vestiu um dia, um homem de Nazaré chamado Jesus. Vai Almir! Vai ser benção na vida.

 

CARMEN NOVOA SILVA, é Teóloga e membro da Academia Amazonensede Letras e da Academia Marial do Santuário Nacional de Aparecida-SP

 

Carmen Novoa

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