Auxiliadora-líder Legítima

Em: 10 de junho de 2026

A grande pedra angular do antigo colégio D. Bosco onde meus filhos estudaram o Ensino fundamental é a Virgem Auxiliadora dos cristãos. Sim, porque a bela estátua dela está no santuário. D. Bosco não por acaso. Mas foi abençoada pelo próprio São João Bosco quando mandou 2 missionários para a Amazônia em 1921 nas mãos de Pe. Agostinho Caballero Martin (ícone dos estudantes e dos manauaras da época) e Pe. Pedro Ghislandi chegaram ao Amazonas com duas caixas com a imagem da “Auxilium Cristianorum” (Auxiliadora dos cristãos) e a outra com a de Dom Bosco todos em tamanho natural. Ela de madeira de lei parece apontar para o antigo colégio seu primeiro abrigo. Ela, Lider do poder de tornar o impossível em possível diz do tombamento do prédio pelo IPHAN (que em outros lugares do mundo logo restauram) e das enormes dificuldades do salesianos para ao menos colocar janelas e portas para não parecer um lugar abandonado “antes que o tempo morra em nossos braços”  (Luis Cernuda) com muito apuro fizeram a pintura da Virgem pelo renomado artista plástico BRANCO E SILVA. No entanto deve-se através da primeira missão desta virgem que passaram a chamá-la de virgem Peregrina ( porque ia a locais do Rio de Janeiro para ser venerada e enriquecida pela pintura do famoso BRANCO E SILVA. No Rio de Janeiro estava instalado há anos a primeira leva de missionários e erguida uma vistosa instituição. Entre mentes, a intenção deles era outra: A de quedarem-se com N. Senhora, de rara qualidade, madeira de lei e formosa pintura. O até hoje prédio do D. Bosco em Manaus levou trinta, (30) anos para ser erguida… E’ dotado de refeitórios, cozinhas, banheiros nos 3, salas de aula até o curso médio. E Pe. Agostinho, espanhol e teólogo na argentina tinha uma dinâmica essencial para um mestre da época. Duro quando necessário, mas de índole até vanguardista. Era eclético, Cinemas, depois das missas, futebol também no que chamava de ORATÓRIO FESTIVO. E seu toque de disciplina era a campainha que o acompanhava para todos os locais. E ao tilintar estridente todos os alunos em postura alinhada. O lema à entrada o puseram uma frase em latim do (poeta VIRGÍLIO) “OMINIA VINCIT LABOR” ( O trabalho tudo vence) Esse dístico diz muito do SILÊNCIO de Maria frente aos desafios que se apresentam. “ELA FOI QUEM TUDO FEZ” palavras de D. Bosco, mas quando souberam que a posse daquela preciosidade era desejada pelos detentores da instituição salesiana do Rio de Janeiro, Houve grande revolta de todos em Manaus. Pe. Agostinho e a estudantada e amigos mil, tomaram um avião da FAB cujo piloto era um ardoroso ex-aluno e foram até o Rio de Janeiro, Com hinos e corais, e oratória fleugmática tentaram convencer os cariocas e entregar Maria Santíssima para onde D. Bosco assinalou com a benção-(Manaus), e “antes que a sombra caia sobre nós” ( LUIS CERNUDA) os nossos gigantes viram o bispo Dom João da Mata que lá estava e tinha feito de nossa terra grandes obras que até hoje estão de pé. E tudo com o dinheiro da arquidiocese. Homem dínamo e de caráter reto e ético anuiu a todos que ela Maria Auxiliadora devia retornar a nossa terra. A todos convenceu por seu testemunho de vida irrepreensível. (A Academia Amazonense de Letras, fez publicar edições do livro “Dom João da Mata de autoria de Padre Nonato Pinheiro. E nesse CREDO PROFUNDO foi eleita a MARIA DO MAGNIFICAT (auxiliadora) proferindo que somente aos homens de Dom JOÃO DA MATA mãos limpas foi dada a glória do poder revolucionário desse hino de liberdade. Por isso jamais será em vão crer em santo heróis em dignidade de um povo quase esquecido do imenso Brasil. E Maria Auxiliadora em seu SILÊNCIO é a grande ESPERANÇA dos povos em desespero… LIDERANÇA GENUÍNA.

Carmen Novoa

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