Brasil e atal moeda única no Mercosul

Em: 26 de janeiro de 2023

Nilson Pimentel (*)

“The creation of a single currency, as the final step in the integration process between two or more countries, in the case of Mercosul, tends to be an objective that arises naturally, associated with the formation of a common market. This was the case confirmed in the European Union (EU), or in most of them, it is an advance in exchange coordination. Demonstrating in a more specific way, the theoretical justifications for the formation of a geographic space with a single currency are as follows: a) the greater guarantee of “inflationary” stability, associated with the strength of the institutional framework in which monetary unification must be established, which includes a unified central bank and the international commitment of the member countries, before the other partners of the agreement , to keep the fiscal situation under control; b) the drop in real interest rates, particularly long-term rates, associated with the decrease in country-risk and devaluation-risk, given the partial loss of discretionary power of national authorities; c) the reduction of exchange rate uncertainty, intrinsically associated with the disappearance of national currencies; they take away transparency and decrease degrees of competition in the common market, also increasing the costs of protection operations against exchange risk in regional trade; and d) the elimination of transaction costs in economic relations between countries that unify their currencies. Even when weighing benefits above costs, it must be noted that the monetary unit can in no way be a short-term project. The essential prior coordination of macroeconomic policies, the increase in intra-zone trade, the mobility of factors and the design of an institutional mechanism that allows for the establishment of an independent supranational monetary authority (South American Monetary Institute, Central Bank of Mercosur), is a process that requires think in terms longer than a decade.”

Os tempos de incertezas tomam conta da sociedade brasileira, assim como, os tempos de política de campanha e seus palanques não terminam. O atual executivo faz questão de sustentar o ódio e a vingança sobre o último governante.  A sociedade está cada vez mais dividida e polarizada. Ou será das certezas dos atos ‘falhos’ dos atuais donos do poder? O Povo do Brasil não ‘elegeu’ executivo para retornar às doações do dinheiro público brasileiro a ditadores de esquerda e novamente levar calote desses regimes esdrúxulos, sendo que a sociedade brasileira e os trabalhadores estão cansados de verem seus sangue suor e lágrimas indo para o ralo com essas decisões do governo do Brasil, em afagar, agradar e se comprometer com auxílios e financiamentos de grandes obras em territórios estrangeiros com o dinheiro dos brasileiros (nosso BNDES -(Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não é banco de caridades), para agradar esses ditadores incompetentes. Chega de levar calote desses ditadores de esquerda! (vide o que aconteceu em Cuba, na Venezuela, em Angola, Moçambique, Nicarágua, etc, etc, etc) são mais de cinco bilhões de dólares em calotes. E agora, volta à baila essa tal moeda única para o Mercosul (Mercado Comum do Sul – é uma organização intergovernamental regional fundada a partir do Tratado de Assunção em 26 de março de 1991. Estabelece uma integração regional, inicialmente econômica, configurada atualmente em uma união aduaneira, na qual há livre-comércio intra-zona e política comercial comum entre os países-membros) e demais países pobres e subdesenvolvidos da América do Sul, vejamos o que se tem a discutir com os economistas e pesquisadores do CEA (Clube de Economia da Amazônia). Fora da realidade dizem eles! Se comprometer em construir gasoduto ao governo argentino com financiamento do BNDES será o retorno daquela política do passado esquerdista que deu inúmeros prejuízos ao Brasil, conforme demonstrado pela ‘Operação Lava-jato’.  Para fortalecer o comércio internacional com os países de governos de esquerda da América Latina e Caribe não é necessário criar moeda nenhuma, ainda mais com membros do Mercosul, mas a adoção de outros atos e ações bilaterais que impulsionem o comércio entre países membros. O Brasil é o país mais estruturado economicamente e industrializado, com maior volume de exportação da América do Sul, Latina (exceto o México) e Caribe, todos os outros são economias desestruturadas, sem reservas cambiais, com taxas de inflação alta e descontroladas. O Brasil incorrerá em grave erro histórico e econômico no continente fazendo isto bilateralmente com a Argentina, quebrada, sem reservas cambiais, sem credibilidade nas Instituições Financeiras Internacionais, (FMI, por exemplo) com alta taxa de inflação (perto de 100%), e, somente perdendo para a Venezuela destroçada economicamente e em sua política. Sem embargo de outras abordagens, os objetivos do Mercosul, não é só integrar mercados que já existem, mas desenvolver mercados que faltam ou são incompletos, e para os sócios menores, não basta à integração profunda, é necessária a cooperação comercial profunda para levar adiante as infraestruturas institucionais que sustentem os mercados do espaço comum. Aprofundar a integração comercial no Bloco requer melhorias dos mecanismos institucionais e políticas para a cooperação e coordenação dentro do Bloco. Contudo, o momento macroeconômico e político não são favoráveis para tal empreitada. Se houvesse tal integração, entre os membros do Bloco, poderiam iniciar tais experiências para tentar avançar nas questões macroeconômicas (até criação de uma moeda única) e da competitividade estrutural de suas economias. Inclusive a existência de um Banco Central Único e Autônomo. Na atualidade impossível, econômica e politicamente! O que se tem visto dentro do Brasil é uma economia à deriva, seria melhor o atual governante voltar a tentar colocar a economia brasileira em rumo certo, pois janeiro irá revelar uma alta significativa da inflação. Voltando ao Mercosul, a vontade de criação de moeda única, pelo menos entre Brasil e Argentina, como dito pelo presidente do Brasil na ocasião da visita, o pessoal do CEA relembra que uma das características das economias dos   países   integrantes   do   Mercosul é a volatilidade e a dependência externa é de alto grau, o que dificulta a credibilidade da região. Como no atual estágio do Bloco, não há uma forte coordenação macroeconômica entre países do Bloco e nem a dita intenção de se chegar a uma profunda integração econômica, haja vista, a desestruturação econômica e política dos países (vide o caso da Argentina e Venezuela) não há como se chegar uma coordenação, cooperação e harmonização, sendo que essa cooperação entre eles será necessária para construir Instituições que possibilitem explorar as oportunidades e estabelecer mecanismos que forneçam maior credibilidade à região nos compromissos assumidos entre si. Os economistas do CEA estão de acordo que existem alguns pré-requisitos para essa tal unificação monetária, mais ainda que a vontade política dos governantes, o convencimento das populações (principalmente a brasileira) que ação possa lhes trazer alguns benefícios de muita relevância. Pois, nenhum governante pode tomar decisões que prejudique seu povo, mas não é isso que se observa nos governos de esquerda, principalmente. Outro requisito importante é o convencimento, por parte dos governantes e da opinião pública, das vantagens que a integração pode trazer para os dois países, porque, sem o consenso de que a cooperação estratégica de integração e verticalização econômica entre Brasil e Argentina tem um grande potencial de ganhos bilaterais, lembrando que a Argentina é um dos maiores importadores de produtos manufaturados do Brasil, principalmente de partes e peças automotivas. Contudo, atualmente, não é  momento favorável para tal criação de moeda única, nem para o Brasil, muito menos para Argentina em processo de venezuelização total. Como se sabe, Brasil e a Argentina continuarão a ser vizinhos pela sua localização geográfica, o que significa que terão muito a ganhar se uniram esforços e muito a perder se ignorarem suas maiores potencialidades (seus povos). Daí então, começarem a discussão com vários segmentos da sociedade e partir daí apresentarem as necessidades que cada país tem na região e quais os benefícios a ser auferidos com a unificação monetária para cada lado. E não açodadamente como querem esses dois governantes de esquerda. Um país une-se ao outro não  por  mera  amizade,  mas  porque  existem  interesses mútuos  como  no  campo  econômico  e  geopolítico. Assim, o Brasil e Argentina não tem opção de rejeitar os seus  dois  vizinhos  menores,  Paraguai  e  Uruguai,  já  que geopoliticamente  estão  ligados  a  eles,  quaisquer  problemas  como  instabilidade  política  ou econômica  poderá afetar outros países em questão. Certo que exista a conscientização, crise da pós-pandemia COVID-19, de trazer à modernização estrutural para o Mercosul, poderá surgir como uma imposição de mudanças, frente às ações operadas na economia mundial, mas não para tanto, ademais processo mundial está a consistir novo ordenamento internacional das relações econômicas comerciais entre blocos de países para outra definição de poder na economia mundial, vide a guerra entre Rússia e Ucrânia e as questões com a União Europeia, as relações conflituosas entre Estados Unidos e China. O presidente do Brasil precisa trabalhar para ampliar o comércio exterior do Brasil para melhorar aumentando nossas reservas e não gastando os recursos públicos dos brasileiros em obras no exterior! Aqui dentro se precisa muito mais que um gasoduto de mais de 689 milhões de dólares, se precisa matar a fome de mais de 120 milhões de brasileiros, não é mesmo?, de acordo com palavras de ‘ministra’ Marina Silva em Davos (Fórum Econômico Mundial – Suiça-jan/2023).Acorda,Brasil!!!
(*) Economista, Engenheiro, Administrador, Mestre em Economia, Doutor em Economia, Pesquisador Sênior, Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]

Nilson Pimentel

Economista, Engenheiro, Administrador, Mestre em Economia, Doutor em Economia, Pesquisador, Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]
Pesquisar