A escolha do governador do Estado interfere diretamente em um setor ao qual dediquei toda a minha vida profissional: o setor primário, o AGRO familiar e empresarial. Atuei por décadas como técnico e analista, sou especialista com pós-graduação em Gestão da Informação aplicada ao Agronegócio pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), conheço a realidade do campo, do produtor e das políticas públicas que funcionam — e das que fracassam.
Tenho plena convicção de que somente o AGRO é capaz de promover desenvolvimento econômico sustentável, gerar emprego, renda e garantir segurança alimentar no interior do gigante Amazonas. Não existe outro setor com essa capacidade de interiorização do desenvolvimento. Nesse contexto, o papel do governador é absolutamente central, pois é ele quem define prioridades, orienta a máquina pública e enfrenta — ou se submete — aos interesses externos.
Já atuei na campanha de Eduardo Braga, quando foi derrotado por José Melo, e também na campanha de 2018 de Wilson Lima. Em todas essas ocasiões, minha motivação sempre foi a mesma: o amor ao setor primário e ao produtor amazonense. O atual governador cumpriu algumas promessas, é verdade, mas muitas permanecem pendentes, especialmente no âmbito da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), que deveria ser um braço forte de apoio ao pequeno e médio produtor. A área ambiental, a SEMA, um caos total desde o início do governo. Não fizeram nada! Atendeu apelos internacionais e de ONGs.
Um exemplo emblemático é o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), prometido ainda em 2018. O ZEE não saiu do papel porque a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) não quis — e continua não querendo. Isso não é detalhe técnico, é uma decisão política. E, infelizmente, nesse tema, quem manda não é o povo, nem os governadores do Amazonas, mas Organizações Não Governamentais (ONGs) e seus “ongueiros”, muitas vezes alinhados a interesses de países que já poluíram, devastaram suas próprias florestas e agora tentam impor limites artificiais ao nosso desenvolvimento, por receio da competitividade do Amazonas em todos os sentidos.
É importante lembrar: o Zoneamento Ecológico-Econômico não é invenção local, ele integra a Política Nacional do Meio Ambiente, sendo instrumento legal para ordenar o uso do território, dar segurança jurídica ao produtor e combater a ilegalidade. Ao bloquear o ZEE, o Estado empurra milhares de trabalhadores para a informalidade e fortalece exatamente aquilo que diz combater.
Esse modelo não pode continuar. Enquanto ele persiste, os ilícitos aumentam, o povo passa fome, e milhões permanecem desempregados ou dependentes de auxílios, sem oportunidade real de produzir, trabalhar e viver com dignidade.
Por isso, continuarei exercendo meu direito e meu dever de expressar opinião política, com responsabilidade e clareza.
Hoje — sabendo que, em política, tudo pode mudar — temos quatro eventuais nomes colocados para o Governo do Amazonas: David Almeida, Maria do Carmo, Omar Aziz e Tadeu de Souza. Entre os quatro, entendo que Tadeu de Souza é o mais preparado para conduzir novos quatro anos de governo. É amazonense raiz, servidor público, acumulou experiência como vice-governador, conhece o funcionamento do Estado por dentro e não carrega rejeição, o que é decisivo em um cenário polarizado.
David Almeida, a meu ver, deveria aguardar 2030. Omar Aziz já foi governador, não é raiz, e acaba de ser eleito senador, com mandato até 2030, cargo para o qual recebeu voto popular e que deveria honrar integralmente. Maria do Carmo é raiz, é mulher e empresária bem-sucedida, mas a vejo mais como uma gestora privada arrojada do que como alguém profundamente inserida na dinâmica da política partidária. Além disso, há opositores silenciosos — mas armados — prontos para atacar sua vida pessoal no momento oportuno, como já se viu quando foi vice de Alberto Neto.
Sou cidadão, eleitor, e estarei sempre ao lado de quem defende o AGRO familiar e empresarial com todas as forças, sem submissão a agendas externas e sem medo de enfrentar interesses travestidos de ambientalismo. Se a eleição fosse hoje, meu voto seria em TADEU DE SOUZA. Declaro meu voto com clareza. Cada um escolhe o seu caminho.
16.12.2025
Thomaz Meirelles, administrador, servidor público federal, especialista na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected] ou [email protected]







