A agricultura familiar no Amazonas enfrenta mais um período crítico. Diante da severidade da estiagem que castiga a região e compromete a produção, produtores de organizações produtivas e associações ligadas à AGROECOLOGIA relatam uma situação dramática no campo: muitos agricultores estão deixando de frequentar as feiras agroecológicas por falta de condições básicas de produção e sobrevivência econômica. O alerta foi enviado ao meu Blog Thomaz Rural por lideranças que acompanham de perto o dia a dia dos produtores nos municípios e nas feiras locais. O principal gargalo atual é a falta de planejamento e recursos para adquirir infraestrutura básica de mitigação climática, especialmente sistemas de irrigação para salvar as plantações. Esse grupo não deveria estar assim, pois teve apoio da REMA e de R$ 20 milhões do Fundo Amazônia para o projeto do IPÊ. Segundo os relatos, a estiagem severa tem afetado profundamente a renda dos produtores, que muitas vezes concentram todos os esforços no cultivo e acabam sem tempo ou ferramentas adequadas de planejamento financeiro. A demanda imediata é clara: estruturar um sistema de apoio financeiro de curto prazo ou crédito emergencial voltado para os agricultores familiares da base. Para garantir o mínimo de segurança produtiva e não perder a safra, o cálculo inicial estimado pelas lideranças gira em torno de R$ 10.000,00 por propriedade. Esse recurso seria direcionado para itens essenciais de irrigação e proteção das lavouras, tais como:
- Bombas d’água e tubulações/canos;
- Aspersores, microaspersores e conexões emborrachadas;
- Bailarinas para distribuição eficiente da água;
- Pelo menos dois rolos de sombrite por agricultor para proteção térmica e hídrica das culturas.
O objetivo deste artigo é servir de ponte já que os 20 milhões do Fundo Amazônia derreteu no caminho. Queremos provocar o debate e buscar o apoio de instituições financeiras e cooperativas de crédito. Precisamos de uma linha de crédito desburocratizada, rápida e adaptada à realidade do homem do campo no Amazonas. O momento exige união e resposta ágil para que o pequeno produtor não seja forçado a abandonar a terra. Se você representa uma instituição financeira, cooperativa de crédito entre em contato conosco através do Thomaz Rural ou e-mail abaixo para que possamos conectar quem quer produzir com quem pode financiar. Fica na Região Metropolitana. Em síntese, a demanda é necessária, nada e ninguém pode calar os produtores que fizeram esta demanda. Cadê a liberdade de manifestação?







