Como segue, a indagação figura de saída liderando o rol de questões propostas por Stephen Hawking no livro de sua autoria Breves Respostas Para Grandes Questões, a saber também, Como tudo começou? Existe outra vida inteligente no universo? Podemos prever o futuro? O que há dentro de um buraco negro? A viagem no tempo é possivel? Sobreviveremos na Terra? Deveríamos colonizar o espaço? A Inteligência artificial vai nos superar? Como moldaremos o futuro?
Tem-se da parte do Editor que Cientistas, Magos da Tecnologia, Grandes Empresários, Líderes políticos e o público em geral perguntavam com fequência a Stephen Hawking o que ele achava das grandes questões. Stephen manteve o arquivo pessoal gigantesco com suas respostas, que tomaram forma de discursos, entrevistas e ensaios.
Esse livro foi extraído de seu arquivo pessoal e estava sendo desenvolvido na época de seu falecimento. Ele foi completado com a colaboração de seus colegas do mundo acadêmico, sua família e da Estephen Hawking Estate.
Prefaciando, diz Eddie Redmayne que quando se encontrou com Stephen Hawking pela primeira vez, ficou admirado com sua extraordinária energia e sua vulnarabilidade. É que devido à sua pesquisa, já estava familiarizado com a determinação daquele olhar aliada ao corpo imóvel — interpretara Stephen no filme A teoria de tudo havia pouco tempo , e por isso eu tinha passado vários meses estudando sua obra e a natureza de sua deficiência, tentando aprender a usar meu corpo para expressar a evolução da esclerose lateral amiotrófica (ELA) ao longo do tempo.
Mesmo assim, quando finalmente conheceu Stephen –o ícone, o cientista de talento fenomenal, cuja principal forma de comunicação se dava por uma voz computadorizada em conjunto com sobrancelhas excepcionalmente expressivas — quedou-se pasmo, já que tem a tendência de ficar nervoso com silêncios e acabando por falar demais, ao passo que Stephen compreende pefeitamente o poder do silêncio, o poder de se semtir sob escrutínio.
Sem jeito, decidiu conversar com ele sobre a proximidade dos próprios aniversários, o que ocasionava o mesmo signo, sendo que a resposta veio em seguida: “Sou astrônomo, não astrólogo”. Ele também insistiu que o chamasse de Stephen e parasse de camá-lo de professor. “Bem que me avisaram, lembrou-se”.
Retratar Stephen foi uma oportunidade extraordinária. O que o atraia para o papel fora a dualidade entre seu trunfo externo na pesquisa científica e a batalha interna contra a ELA, que começara quando ele tinha vinte e poucos anos .
Sua história de empenho humano, vida familiar, conquistas acadêmicas excepcionais e atitude desafiadora contra todos os obstáculos foi única, complexa e reca. Embora quiséssemos retratar a inspiração, também queríamos exibir a fibra e a coragem demonstradas tanto na vida de Stephen como na dos responsáveis pelos seus cuidados.
Mas era igualmente importante demonstrar a faceta do grande showman que ele era. No tailer, acabou-se recorrendo a três imagens. A primeira, de Eistein mostrando a língua, porque Stephen Hawking também tem esse carater brincalhão.
Outra era a figura do Coringa titereiro em um baralho de cartas, porque, para mim, Stephen sempre teve as pessoas na palma da mão. E a terceira era James Dean. E foi disso que tirei proveito ao conhecê-lo — de seu brilho e de seu senso de humor.
A maior pressão de interpretar algúem vivo é ter de prestar contas pela atuação da pessoa retratada. No caso de Stephen, também à sua família, tão generosa comigo durante minha preparação para o filme. Antes de Stephen coparecer à estréia, ele me avisou: “Vou dizer se achei bom. Ou outra coisa”.
Respondi que, se fosse “outra coisa” talvez ele pudesse apenar dizer “outra coisa” e me poupar de detalhes excruciantes! Generosamente, Stephen disse que gostou. Ele ficou comovido, mas como todo mundo sabe, afirmou também que espeava ter visto mais física e menos sentimentos. Isso não se discute. Desde A teoria de tudo, sigo em contato com a família de Stephen Hawking.
Fiquei emocionado quando me convidaram a ler um texto em seu funeral. Foi um dia incrivelmente triste, mas iluminado, repleto de amor, lembranças falizes e reflexões sobre esse homem tão corajoso, que guiou o mundo por meio de sua ciência e de sua luta por reconhecimento e oprtunidades de crescimento adequadas para pessoas com deficiência.
Perdemos uma mente verdadeiramente bela, um cientista admirável o homem mais engraçado que já tive o prazer de conhecer. E confome sua família me disse quando ele morreu, sua obra e seu legado continuarão vivos. Desse modo, é com tristeza, mas também com gande satisfação, que apresento esta coletânea e textos sobre temas diversos e fascimantes. Espero que você o que ele escreveu e, para citar Barack Obama, espero que Stephen esteja se divertindo em algum lugar por aí, entre as estrelas.
É advogado (OAB/AM 436) Contato: [email protected]. br







