O esporte é algo fundamental para a vida de todas as pessoas, especialmente na área da saúde. É fato comprovado e consolidado que a prática desportiva traz inúmeros benefícios para todos os que o fazem. A realização de atividades físicas é indispensável em todas as etapas da vida, seja na infância (contribuindo para um desenvolvimento sadio), na fase adulta e na terceira idade. Em toda e qualquer faixa etária, o hábito de se exercitar regularmente é sinônimo vida saudável. São diversas as modalidades e as possibilidades que existem. No âmbito do esporte profissional, também é de conhecimento público que nosso País é um grande celeiro de múltiplos talentos nesta área. A maior prova disso é o desempenho geralmente satisfatório do Brasil em grandes competições e torneios, mesmo diante da ausência de uma política pública de estado em relação ao desporto e lazer em nossa Nação.
A profissão de atleta profissional, especificamente, foi reconhecida no ano de 1998 por meio da Lei nº 9615. A partir da publicação desta norma ficou estabelecido de que seria necessário que as entidades de prática desportiva realizassem um contrato formal de trabalho com o atleta, que passou a ter os seus direitos resguardados. A partir de então foi firmado no Brasil o ‘Dia do Atleta Profissional’, uma data que passou a ser celebrada em 10 de fevereiro para homenagear a estes verdadeiros guerreiros, que são um grande exemplo de perseverança.
Neste ano de 2026 se dará a Copa do Mundo de Futebol, sediada nos países dos Estados Unidos da América, México e Canadá, de forma conjunta. O Brasil é, sem dúvida, referencial na história desta competição, tendo protagonizado ao longo destes torneios, grandes performances em campo, mostrando que o Brasil tem uma vocação singular para o futebol e para o esporte em geral, como frisamos anteriormente. No dia 19 deste mês também é comemorado o ‘Dia do Esportista’ e nós temos um enorme potencial humano na área, mas nem todos conseguem alcançar os lugares merecidos em suas modalidades de atuação; em grande parte das vezes em virtude da falta de oportunidades. Precisamos observar que temos tido melhorias neste cenário ao longo dos últimos anos, mas ainda estamos longe da mudança necessária e da quebra deste paradigma.
Quando falamos em políticas públicas de esporte, não nos referimos somente aos de alto-rendimento não, mas sim acerca da prática desportiva como aliada da saúde pública e como política educacional e social também, uma vez que os exercícios físicos contemplam o ser-humano nos mais diversos aspectos físicos e emocionais. Este é um tema pacificado e reconhecido pelos profissionais da saúde e por boa parte da sociedade.
E o esporte, nas suas mais diversas modalidades, traz benefícios para o corpo, para a mente, para a socialização e para a educação. Ele cumpre várias funções, como por exemplo: a prática individual exclusivamente para o bem-estar físico, a recreação/lazer, a educação e o alto rendimento também. O povo brasileiro tem aumentado sua expectativa de vida, com a tendência de em breve termos uma população majoritariamente idosa, conforme já abordamos em outras publicações aqui. Contudo, só viver mais não basta. É necessário viver bem; com saúde e com qualidade de vida. E o esporte tem um papel importantíssimo nesta questão.
O Artigo 217 da Constituição de 1988 abrange esta temática de forma ampla. Esta premissa explicitou o dever que o Estado possui para com os cidadãos no fomento a práticas desportivas, tanto as formais quanto as não-formais; sendo este um direito de cada um, com a necessária observância de questões como: – a autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações, quanto a sua organização e funcionamento (Inciso I); a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e, em casos específicos, para a do desporto de alto rendimento (Inciso II); o tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não profissional (Inciso III); a proteção e o incentivo às manifestações desportivas de criação nacional. (Inciso IV). No Parágrafo 3 º ainda está escrito que: “O poder público incentivará o lazer, como forma de promoção social”.
A medicina preventiva também tem o esporte como forte aliado, uma vez que grande parte das doenças que assolam a sociedade são oriundas ou majoradas pelos hábitos cada vez mais sedentários da população, somado a uma alimentação pouco saudável e nutritiva. Quanto maior for o investimento governamental e privado na promoção de práticas de exercícios regulares para todos os cidadãos, a perspectiva é que haja uma diminuição gradual no número de pessoas que necessitam de atendimento nos estabelecimentos de urgência e emergência em saúde.
É indispensável o papel que todos têm no incentivo à disseminação desta maneira de viver, em especial as autoridades, as instituições e os formadores de opinião. Esta é uma missão coletiva que, apesar de não ser uma tarefa simples (uma vez que é preciso trabalhar uma mudança cultural, de mentalidade e de incentivo), é perfeitamente possível e realizável, desde que haja comprometimento, conscientização geral, continuidade e estímulo de todos os dirigentes da Nação, não somente agora, mas permanentemente. É preciso que haja uma quebra de paradigma para que o esporte tenha o lugar de destaque que merece nas vidas de todos.















