Do advento de tarefa jurídico tácita (02)

Em: 13 de julho de 2023

Bosco Jackmonth*

Próximo ao final do texto imediato a este (01) anunciou-se a coleta de passagens do livro “Adultério” da valiosa autoria do consagrado escritor Paulo Coelho, jornalista e compositor em parcerias musicais com Raul Seixas que resultaram em clássicos do rock brasileiro, como bem se sabe. Passou então a se dedicar aos livros, com obra publicada em 168 países e traduzida para 80 idiomas, sendo que entre seus maiores sucessos estão “O Alquimista”, tido como o livro brasileiro mais vendido em todos os tempos, e “O Diário de Um Mago”. Sucede, é o escritor com maior número de seguidores nas redes sociais. Pronto, está feita a apresentação.   

Reservamo-nos, assim, para o inesperado não surpreender, em atenção às evidências que logo serão postas, como anunciado, daí porque o termo tácito empregado no título acima, correrá visto, provavelmente. É que em preliminar aos subsídios que serão afeiçoados da aludida obra, se vai dar sequência à moldura posta no citado texto 01 culminado da publicação de nossa autoria que instruiu a nossa obra “O Ônus do Bônus”, em vias de se tonar um livro, quem sabe, eis que se deu até então com um formato precário, reconheça-se. Assim é que no citado ensejo anterior encerou-se o tópico dizendo-se que o respeito ao casamento, entre outros desgastes tem hoje se acostumado a ficar no passado. Então, se aqueles gestos caem em desuso, igual sorte é reservada ao compromisso da fidelidade matrimonial, uma vez que os prazeres fora de casa se revelam irresistíveis. Mas apenas fatos colhidos do usos e costume que se mostram nos dias atuais, não indo aí nenhuma opinião nossa moralista. Afinal, os fatos são fatos, não importa o que se diga deles. Ora bolas! 

Mesmo no alcoolismo, se diz que as mulheres teriam alcançado o nível dos homens. E quanto ao sexo casual já os teriam ultrapassado, posto sem que lhes custar dinheiro por isso, ao contrário daqueles que o desembolso, salvo alguma exceção se imaginável que uma amante, casada, por exemplo, possa dilapidar seu patrimônio e o da sua família, arcando com as despesas dos encontros e o mais, nada auferindo, além de fantasia e às vezes nem orgasmos.

Nesta altura, cotejando algo do sentido posto na publicação linhas acima noticiada é de se coligir que as mulheres, hoje, dão-se a entrega de seu corpo, imaculado, se um dia o foi, por vezes logo com desvios ousados, como coito anal e felação, afora o  risco de contrair DST, quem sabe, e conduzi-la ao leito matrimonial, antes sagrado. São os dias em curso, repita-se, compreenda-se e, sobretudo, não se conteste. “A cada um o que seu!” Nelson Rodrigues sustentava que dinheiro compra até amor verdadeiro… 

É bem de ver, trata-se de um cenário da atualidade que põe no picadeiro (referimo-nos ao local das refregas) de um lado figuras femininas inquietas e, de outo, homens que oferecem apenas o prazer sexual, já não precisando ser de boa aparência como outrora. É que, assim, dispensável a posse de dotes culturais notáveis e outros, bastando que possa exibir músculos zelosamente cultivados exatamente para suprir ativos outros em falta, verdade que bem presente carteiras porta-cédulas recheadas. Sabe-se, portanto, basta, que compareça ao evento festivo a aludida musculação sugerindo a promoção de orgasmos, bastando ter suas cavidades tomadas pelo líquido venoso da espécie. Ora, senão! (Continua).

Adv.(OAB/436),Func.B.Brasil, Cursou Com.Soc.(Jornalismo) e o mais ditos como de costume nos rodapés dos artigos. End. [email protected]. Cel.99155-3480

Bosco Jackmonth

* É advogado de empresas (OAB/AM 436). Contato: [email protected]
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