É muito positivo ver o vice-governador Tadeu de Souza trazer para o debate público o vergonhoso IDH de diversos municípios do Amazonas e afirmar que “nenhum município pode ser esquecido”. Como estamos em período pré-eleitoral, parte da imprensa já tratou sua fala como crítica exclusiva ao governador Wilson Lima. Sim, há responsabilidade do atual governo — mas esse vexame não começou agora. Vem desde Eduardo Braga, passou por Omar Aziz e chegou ao momento atual. O motivo é simples: repetem-se as mesmas fórmulas com as mesmas pessoas, principalmente na área ambiental, onde o estado está travado, impedido de avançar em novos empreendimentos, e nenhum centavo pela preservação da floresta chega aos 4 milhões de habitantes, muito menos a quem realmente preserva. Há caminhos reais para virar esse jogo. Em 2019, a equipe técnica do IDAM/SEPROR mapeou as potencialidades dos 62 municípios e lançou uma cartilha — disponível no meu portal www.thomazrural.com.br. Se esse trabalho tivesse sido utilizado, nem seria necessário elaborar um Plano de Bioeconomia coordenado por ONGs como FAS e ICS, que exploram a miséria do nosso povo para captar recursos internacionais que não chegam na ponta, além da já conhecida falta de transparência. Também vale lembrar que, no governo José Melo, técnicos competentes construíram a Matriz Econômica Ambiental do estado. Mas tudo isso ficou engavetado. Digo ao vice-governador Tadeu — que deverá assumir o governo em abril — que, se nesses nove meses ele agir com firmeza para concluir o ZEE-AM (ou ao menos parte dele), já entrará para a história. Este documento é absolutamente fundamental para um estado do tamanho e da complexidade do Amazonas. E, até hoje, NENHUM governador teve coragem de fazer. As ONGs não deixam — e os governadores, todos eles, se calam. No meu portal também está disponível o documento elaborado pelo IDAM/SEPROR na gestão Wilson/Petrucio e Eda Oliva. Seria importante que o vice Tadeu solicitasse também o documento produzido por FAEA, FETAGRI e OCB, com as demandas históricas do setor primário, sempre entregues aos candidatos ao governo. Todos sabemos: somente o AGRO — familiar e empresarial — tem capacidade real de mudar a realidade do interior, acabar com a miséria, em parceria direta com o comércio e a indústria. Apenas com união e com o ZEE-AM concluído será possível organizar o estado e dar rumo ao Amazonas. É simplesmente inaceitável o péssimo IDH dos nossos municípios. Enquanto essas ONGs continuarem mandando na Compensa, vamos seguir enxugando gelo. Já são 12 anos de ongueiros da FAS influenciando a SEMA. A recente decisão da Justiça Federal, atendendo ao MPF-AM, escancara a incompetência acumulada ao longo desses anos. Sem falar nos outros arranjos — entre eles, os milhões pagos em “assistência técnica” nas unidades de conservação para engenheiros agrônomos, florestais e de pesca. Até hoje, mesmo com pedido formal do Senado e do senador Plínio, não divulgaram o CPF desses profissionais. Isso fala por si só. Por fim, respeito todos os nomes postos para 2026 — David, Maria do Carmo, Omar e Tadeu. Mas, na minha opinião, Tadeu de Souza é o melhor nome. É quem me dá mais confiança para apostar as fichas a partir de 2027, começando já em abril de 2026. David deveria permanecer na prefeitura e disputar o governo somente em 2030. Omar deveria seguir no Senado até 2030, defendendo o Amazonas e fazendo oposição ao próximo presidente — que, certamente, não será do PT.
09.12.2025
Thomaz Meirelles, administrador, servidor público federal, especialista na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected] ou [email protected]







